Estados Unidos pressionam Venezuela por petróleo; produção cai e futuro é incerto. Sanções limitam exportação e investimentos no setor petrolífero do país.
A pressão dos Estados Unidos sobre a Venezuela está intrinsecamente ligada à vasta quantidade de petróleo presente no território venezuelano. A Venezuela possui a maior reserva de petróleo do mundo, porém, enfrenta dificuldades há anos devido a sanções impostas pelos Estados Unidos, que se intensificaram a partir de 2019, e ao declínio da sua indústria petrolífera.
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Essas medidas limitam a capacidade do país de exportar petróleo sem restrições, restringem o acesso a financiamento internacional e dificultam a atração de grandes empresas globais.
Relatórios indicam que, entre os anos 2000 e 2017, a produção venezuelana de petróleo diminuiu significativamente. A produção despencou de mais de 3 milhões de barris por dia para cerca de 2 milhões de barris/dia em 2017, e atingiu aproximadamente 900 mil barris/dia em 2025.
Em 2022, durante um período de alta nos preços do petróleo Brent, o governo Joe Biden concedeu à Chevron uma licença para produzir e exportar petróleo venezuelano. Posteriormente, essa autorização foi revogada, mas posteriormente renovada com restrições.
A Chevron respondeu por cerca de um quarto da produção total da Venezuela nesse período.
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A consultoria Wood Mackenzie estima que, com o fim das sanções e o suporte operacional e financeiro adequado, a produção venezuelana poderia retornar aos níveis de meados da década de 2010, em torno de 2 milhões de barris por dia, em um a dois anos, sob condições favoráveis.
No entanto, alcançar níveis superiores exigiria investimentos substanciais.
A consultoria Argus aponta que, para que a produção venezuelana retorne aos níveis de 2018 (1,2 milhão de barris por dia) ou mais, seriam necessários investimentos significativos de empresas internacionais. A empresa destaca que isso exigiria o fim das sanções e mudanças no ambiente legal e empresarial da Venezuela, o que é considerado uma perspectiva incerta devido à instabilidade política.
O futuro do petróleo venezuelano no mercado global depende de uma série de fatores, incluindo o alívio das sanções, estabilidade política, segurança jurídica e investimentos de longo prazo. Apesar do potencial de recuperação, a incerteza persiste, e a retomada robusta da produção depende de avanços significativos nesses aspectos.
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