86 países, EUA e China, alertam sobre IA! Declaração conjunta surge após cúpula em Nova Délhi. Confiança, segurança e colaboração global são prioridades. Um desafio para o futuro da IA
Um grupo de 86 países, incluindo os Estados Unidos e a China, lançou uma declaração conjunta em resposta à cúpula sobre inteligência artificial realizada em Nova Délhi. O objetivo central da declaração é defender uma IA que seja “segura, confiável e robusta”.
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A iniciativa visa construir confiança e aproveitar ao máximo os benefícios econômicos e sociais que a inteligência artificial pode oferecer.
A declaração não estabelece metas ou compromissos específicos. Em vez disso, destaca a importância da colaboração internacional, com foco na partilha de conhecimentos e capacidades de pesquisa em IA. A mensagem central é que o potencial da IA só será totalmente realizado quando seus benefícios forem compartilhados globalmente.
O lançamento da declaração ocorreu um dia após a cúpula, que reuniu milhares de participantes, incluindo líderes empresariais e representantes de grandes empresas do setor de IA. Os Estados Unidos, que não assinaram a declaração no ano anterior, anunciaram publicamente que se opõem a qualquer forma de governança global sobre a inteligência artificial.
Paralelamente a este evento, o Secretário-Geral da ONU, António Guterres, anunciou a criação de uma comissão científica com o objetivo de garantir que o controle humano permaneça central na tecnologia de IA. As discussões na cúpula abordaram temas cruciais, como os benefícios da tradução automática em múltiplas línguas, os riscos para o emprego e o consumo de energia dos data centers, e a necessidade de sistemas de IA mais eficientes.
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A declaração enfatiza a importância de considerar o impacto da IA sobre os recursos naturais, a infraestrutura e o consumo de energia. Além disso, incentiva a criação de estruturas que promovam a inovação e o interesse público na tecnologia. Analistas preveem que a obtenção de compromissos concretos pode ser um desafio, dada a complexidade do evento e a imprecisão de promessas feitas em encontros anteriores.
O governo indiano, que organizou a cúpula, adiou o lançamento da declaração para maximizar o número de países signatários. A declaração adota um tom cauteloso em relação aos riscos de segurança associados à IA, como a disseminação de desinformação e a criação de novas ameaças.
A segurança dos sistemas de IA, medidas voluntárias da indústria e a adoção de soluções técnicas e estruturas políticas adequadas são consideradas essenciais.
Entre os participantes da cúpula estavam o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, o presidente francês, Emmanuel Macron, e o Secretário-Geral da ONU, António Guterres, além de representantes da OpenAI, liderada por Sam Altman, e do renomado cientista da computação Stuart Russell.
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