Estados Unidos e Brasil buscam selar acordos cruciais em minerais estratégicos!
Estados Unidos e Brasil buscam parcerias estratégicas em minerais críticos! 🇺🇸🤝Brasil receberá representantes do governo americano para discutir o setor de minerais estratégicos, com foco no projeto Caldeira e na redução da dependência da China
Em março, representantes do governo dos Estados Unidos realizarão uma visita ao Brasil, com foco no setor de minerais críticos e estratégicos. As reuniões e fóruns acontecerão em São Paulo, buscando destravar negociações e aprofundar parcerias entre os dois países.
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A informação foi confirmada por fontes do governo brasileiro, que também detalharam a participação de representantes de grandes mineradoras americanas, além de membros da embaixada americana no Brasil.
Foco no Departamento de Estado e Comércio Americanos
A comitiva americana será composta principalmente por membros do Departamento de Estado, do Departamento de Comércio e da U.S. International Development Finance Corporation. Esta última agência é responsável por apoiar investimentos estratégicos em países em desenvolvimento.
A presença forte do Departamento de Estado é vista como um sinal importante do interesse político dos Estados Unidos nas negociações envolvendo esses minerais.
Possíveis Acordos e Preparação Técnica
Embora o tom das discussões ainda seja incerto, há expectativa de que os encontros em São Paulo sirvam como preparação técnica e política. Representantes de mineradoras, especialmente nas áreas de terras raras, grafite e níquel, participarão para apresentar projetos e alinhar expectativas.
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Alguns empresários esperam até mesmo a assinatura de um memorando de entendimento, similar aos acordos recentes com Índia e Arábia Saudita.
Projeto Caldeira e a Prioridade Americana
O projeto Caldeira, da australiana Meteoric Resources, que abriga um dos maiores depósitos de terras raras fora da China, já possui uma carta de intenção de financiamento do Export-Import Bank of the United States. Essa iniciativa reflete a prioridade do governo de Donald Trump em reduzir a dependência americana de minerais processados pela China.
Risco Geopolítico e o Papel do Brasil
Dados da Agência Internacional de Energia (IEA) apontam que cerca de 91% do refino global de terras raras é feito por empresas chinesas, além de 94% da produção de ímãs permanentes. Essa concentração de mercado é considerada um risco geopolítico, permitindo que a China influencie preços e controle o acesso a tecnologias estratégicas.
Para os Estados Unidos, o Brasil se torna um ponto de destaque, possuindo a segunda maior reserva de terras raras do mundo, mas com uma cadeia produtiva ainda incipiente.
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