Estados Unidos e Dinamarca discutem Groenlândia: EUA buscam garantir controle da região, enquanto Dinamarca defende soberania. Reemergem disputas do século 18
Em 22 de janeiro de 2026, o Presidente dos Estados Unidos, juntamente com o Presidente do Conselho Europeu, abordaram a complexa questão da Groenlândia, um território com implicações geopolíticas significativas. O Presidente afirmou que “só o Reino da Dinamarca e a Groenlândia podem decidir sobre as questões relativas à Dinamarca e à Groenlândia”, destacando a soberania da Dinamarca sobre o território e a Groenlândia.
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Essa declaração ocorreu após uma reunião informal dos integrantes do Conselho Europeu, em um contexto de crescente interesse dos Estados Unidos em garantir o controle da região.
A disputa pela Groenlândia remonta ao século 18, quando o Reino da Dinamarca estabeleceu controle colonial sobre a ilha. Posteriormente, concedeu autonomia à Groenlândia no século XX. A situação atual é marcada por tensões entre os Estados Unidos e a Dinamarca, com o Presidente americano buscando expandir sua influência na região, em parte devido a preocupações com a segurança nacional e a ameaça russa.
O Reino da Dinamarca mantém uma forte ligação com a Groenlândia, e o Presidente do Conselho Europeu reafirmou o “firme compromisso” do bloco com os “princípios do direito internacional, da integridade territorial e da soberania nacional”.
Essa posição reflete a importância da Groenlândia para a Dinamarca, que é membro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO).
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Em meio a essas tensões, o Presidente dos Estados Unidos propôs a criação do “Conselho da Paz”, um novo organismo internacional com o objetivo de mediar conflitos em todo o mundo. O Presidente do Conselho Europeu expressou “sérias dúvidas sobre alguns elementos” apresentados na carta de princípios do Conselho da Paz, levantando questões sobre seu escopo, governança e compatibilidade com a Carta da ONU.
O lançamento do Conselho da Paz contou com a presença de autoridades de 18 países, incluindo o Presidente do Cazaquistão, o Primeiro-Ministro do Paquistão, o Presidente da Argentina, o Primeiro-Ministro do Bahrein e o Presidente da Indonésia. A diversidade de representantes demonstra a ambição do Conselho da Paz em abordar conflitos em diferentes regiões do mundo.
A criação do Conselho da Paz e a reemergência das disputas pela Groenlândia indicam um cenário geopolítico complexo e incerto. O futuro da Groenlândia e seu papel na segurança global dependerá das decisões dos Estados Unidos, da Dinamarca e de outros atores internacionais.
A dinâmica entre esses países e a evolução do Conselho da Paz serão cruciais para determinar o destino da ilha e suas implicações para a ordem mundial.
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