Operação militar dos EUA na Venezuela: Trump captura Maduro e Cilia Flores. Ação de 3 de janeiro de 2026 causa reações e controvérsias.
Em 3 de janeiro de 2026, os Estados Unidos realizaram uma operação militar na Venezuela, capturando o presidente Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores. A operação, anunciada pelo presidente Donald Trump em seu perfil na rede social Truth Social, envolveu o uso de 150 caças e bombardeiros que decolaram de diferentes pontos.
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O general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, informou que o presidente Trump ordenou a captura de Maduro na noite anterior, com a operação sendo realizada na madrugada de sábado.
A operação gerou reações diversas. O presidente Donald Trump afirmou que a ação era necessária para restaurar a democracia na Venezuela, oferecendo a oportunidade para que pessoas que fugiram do país pudessem retornar. O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), criticou a ação dos EUA, destacando a importância da soberania e a preocupação com a extraterritorialidade.
Delcy Rodríguez, a vice-presidente, que assumiu a presidência interina da Venezuela, manifestou disposição para cooperar com ações lideradas pelos EUA. Ela também classificou a ação dos EUA como uma violação da soberania venezuelana e reafirmou que Nicolás Maduro continua sendo o presidente legítimo do país.
A vice-presidente também declarou que a Venezuela está aberta a uma relação respeitosa com o governo Trump, desde que baseada no direito internacional.
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A operação norte-americana levanta questionamentos sobre a legitimidade de intervenções militares em outros países, a necessidade de aprovação do Congresso norte-americano e o cumprimento das leis dos EUA. Há também dúvidas sobre o número de mortos e feridos durante a operação, com autoridades venezuelanas não divulgando informações e relatos de civis mortos.
O presidente Trump afirmou que Delcy Rodríguez conversou com ele e que ela manifestou disposição para cooperar com ações lideradas pelos EUA. Sobre a líder oposicionista María Corina Machado, vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2025, Trump disse que ela não teria apoio político suficiente para governar a Venezuela.
A situação permanece incerta, com a necessidade de uma transição política definida e a busca por uma relação respeitosa entre os países envolvidos.
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