O Estado de São Paulo realizará um leilão de concessão para a prestação de serviços de guincho e reboque. O edital, publicado no Diário Oficial do estado em 16 de maio, prevê que a entrega dos envelopes de proposta ocorra no dia 29 de abril, através da Bolsa de Valores (B3), até as 11h.
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A iniciativa visa modernizar a operação atual, que enfrenta desafios de eficiência e padronização.
Investimentos e Reestruturação do Serviço
O projeto de concessão envolve um investimento de R$ 556,3 milhões ao longo de 26 anos. A principal mudança é a reestruturação da prestação dos serviços de remoção, guarda e restituição de veículos apreendidos por infrações de trânsito.
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Atualmente, a operação é descentralizada, o que gera disparidades de preços e procedimentos.
Dados Atuais e Desafios
O estado possui 212 pátios ativos e cerca de 184,5 mil veículos custodiados. A fragmentação do sistema atual é um dos principais pontos críticos, com variações de até 100% nos preços cobrados, dependendo da localidade e do tipo de via.
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Nova Modelagem e Lotes Regionais
O leilão dividirá o serviço em sete lotes regionais, com a obrigação de as concessionárias garantir cobertura em regiões atualmente desassistidas. A nova modelagem inclui a implementação de central de monitoramento, call center e plataformas digitais integradas, visando atender aos 645 municípios do estado.
Metas e Tarifas
O edital estabelece metas de cobertura regional, com o objetivo de encaminhar 90% dos veículos recolhidos a pátios localizados em até 30 quilômetros do ponto de apreensão. A estimativa é de atendimento entre 305 mil e 400 mil veículos por ano, com cobertura de 100% das operações.
As tarifas serão fixas, baseadas em estudos técnicos, e a cobrança será apenas em dias úteis, caso o veículo seja retirado em até sete dias. Há também um incentivo de 25% de desconto na tarifa de custódia para liberação em até 7 dias.
Conclusão
A concessão busca otimizar a prestação de serviços de guincho e reboque no estado, com foco na padronização, redução de custos e melhoria do atendimento aos motoristas. A iniciativa enfrenta resistência de associações do setor, que defendem a manutenção do modelo atual.
O governo acredita que a nova modelagem trará benefícios significativos para a população e para a gestão dos recursos estaduais.
