Especialistas preveem mudança em carteiras com fim da Selic. Patricia Palomo e Catherine Cruz alertam para foco em investimentos com taxa prefixada e proteção contra inflação
Com a expectativa de que a taxa Selic chegue ao fim, especialistas em investimentos preveem uma mudança significativa na alocação de carteiras. Patricia Palomo, especialista em investimentos, ressalta a necessidade de uma estratégia mais focada e menos dependente do desempenho recente, sugerindo uma revisão das escolhas tradicionais diante da nova política monetária.
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Catherine Cruz enfatiza a importância de aproveitar as taxas de juros elevadas antes de sua queda, direcionando os clientes para investimentos de longo prazo que garantam um enriquecimento real.
Para a renda fixa, pós-fixados são recomendados para segurança e liquidez no curto prazo, especialmente aqueles isentos de impostos. Catherine Cruz sugere alocar uma parte significativa da carteira nesses ativos, com prazos curtos e alta liquidez, para garantir flexibilidade em momentos de incerteza.
Evite pós-fixados longos, pois as taxas oferecidas para prazos extensos (10 anos ou mais) ainda não são atrativas.
Para investidores com uma visão de médio prazo (3 a 4 anos), os pré-fixados, como CDBs, representam uma alternativa interessante. Catherine Cruz recomenda travar taxas prefixadas de 13% a 14% ao ano para prazos de 3 a 4 anos, oferecendo uma rentabilidade interessante sem a volatilidade do mercado de ações.
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Com a queda da Selic, o preço dos títulos pré-fixados sobe, permitindo capturar tanto a taxa contratada quanto um potencial ganho adicional.
Para proteção contra a inflação no longo prazo, os títulos atrelados ao IPCA, como o Tesouro IPCA+, são a melhor opção. Catherine Cruz sugere buscar IPCA + 7% a 7,5% com emissões de empresas de qualidade como Suzano ou Klabin, historicamente oferecendo um retorno superior ao CDI.
Além de preservar o poder de compra, esses títulos apresentam um baixo risco de crédito, sendo emitidos por grandes empresas sólidas.
O cenário favorece setores intensivos em capital e sensíveis ao crédito, como varejo, bens de consumo e serviços, que enfrentaram pressão de custos financeiros e margens comprimidas. Com a queda da Selic, espera-se destravar valor para esses setores, reaquecendo resultados financeiros.
Setores como infraestrutura (energia, saneamento e logística) também se destacam, devido a projetos de longo prazo e grande necessidade de capital.
Ambas as especialistas alertam para evitar retornos baixos em ativos arriscados, comparando qualquer investimento com o Tesouro Direto, referência de baixo risco. A relação risco-retorno deve ser vantajosa para garantir um investimento inteligente e seguro.
Em um cenário de juros altos em declínio, a adaptação da estratégia de investimento é fundamental. Ao considerar as recomendações de especialistas e analisar o potencial de longo prazo dos ativos, os investidores podem se preparar para um futuro financeiro mais sólido e promissor.
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