Especialistas da ONU alertam sobre violações de direitos humanos no Irã após mortes e prisões de manifestantes. Grupo exige fim da repressão e respeito aos direitos
Um grupo de especialistas nomeados pelo Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas está intensificando as pressões sobre o Irã, solicitando que o governo não utilize força letal contra os manifestantes. A avaliação dos especialistas descreve as ações como “claras violações” do Direito Internacional dos Direitos Humanos, conforme divulgado em comunicado pela agência de notícias do Procedimento Especial do Conselho de Direitos Humanos da ONU.
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As preocupações incluem o uso de força letal contra manifestantes pacíficos, prisões arbitrárias, incluindo o alvo de crianças, e ataques a instalações médicas. Os especialistas enfatizam que essas ações representam uma grave quebra das normas internacionais de proteção dos direitos humanos.
Em resposta às notícias sobre sentenças proferidas, o grupo de especialistas destacou que a implementação dessa medida agrava os relatos de assassinatos ilegais de manifestantes perpetrados pelas forças de segurança nas ruas, com ações sancionadas pelo Estado.
A equipe também expressou preocupação com a linguagem utilizada para descrever os manifestantes, particularmente o uso do termo “vândalos”, argumentando que essa retórica inflamatória não deve ser empregada para reprimir ou criminalizar manifestações legítimas.
Os especialistas enfatizam que as autoridades iranianas devem escolher entre continuar com a repressão e o histórico de resposta à dissidência ou demonstrar um respeito genuíno pelos direitos fundamentais. O grupo de trabalho está em contato com as autoridades iranianas, solicitando uma ação imediata para evitar novas violações dos direitos humanos.
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Anteriormente, o Alto Comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk, manifestou preocupação com as ameaças de punição com a pena de morte.
Informações indicam que centenas de pessoas morreram no Irã devido a esses eventos. O procurador de Teerã, Ali Salehi, mencionou que alguns manifestantes poderiam enfrentar a pena de morte por suas ações, conforme reportado pela agência de notícias Tasnim.
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