Especialistas alertam: Mercados globais sob risco de correção em 2026

Mercado global em alta preocupa especialistas após 20,6% de valorização em 2026. Ciclo de alta levanta dúvidas sobre sustentabilidade e risco de correção.

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(Imagem de reprodução da internet).

O desempenho positivo das ações em escala global, notadamente refletido no MSCI All Country World Index que apresentou alta superior a 2% no ano de 2026, após uma valorização de 20,6% no ano anterior, gerou preocupações entre especialistas. O período de mais de nove meses sem correções significativas no mercado levanta questões sobre a sustentabilidade do ciclo de alta.

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Dados da LSEG confirmam essa trajetória ascendente.

Fatores de Risco e Preocupações

Estrategistas alertam para o risco de um ajuste nos mercados, considerando a combinação de valuations elevados e o comportamento recente dos investidores. A incerteza reside na possibilidade de um catalisador, como um choque geopolítico, desencadear uma correção.

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Timothy Moe, do Goldman Sachs, ressalta que historicamente, os mercados tendem a sofrer quedas de 10% ou mais a cada oito a nove meses, um padrão que não se observa desde o início do rali atual.

Valuation, Taxas de Juros e Política

A avaliação das empresas (valuation) e as expectativas em relação às taxas de juros são pontos críticos. A taxa média sobre importações subiu de 2% para 12%, podendo atingir 14,4% com mudanças no consumo, segundo o Yale Budget Lab. A pressão inflacionária, embora moderada, continua sob observação, impactando as margens de lucro das empresas.

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A política do Federal Reserve (Fed) também é um fator relevante, com o presidente Donald Trump sinalizando a intenção de nomear um substituto mais favorável a cortes de juros.

Revisão de Alocações e Gestão de Risco

Considerando o cenário, o consenso entre os estrategistas é que o momento exige atenção redobrada à gestão de risco. A recomendação é revisar o portfólio, adaptando-o ao horizonte de investimento e à tolerância ao risco do investidor. Correções fazem parte do ciclo de alta, e a flexibilidade na alocação de ativos é fundamental para mitigar os impactos de eventuais ajustes no mercado.

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