Espanha rejeita Conselho da Paz de Trump: PSOE se opõe à iniciativa liderada por Donald Trump. Dúvidas sobre multilateralismo e ONU
O governo espanhol, liderado pelo Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), manifestou sua recusa em aderir ao Conselho da Paz, iniciativa proposta pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A decisão foi comunicada na quinta-feira, 22 de janeiro de 2026, após a cúpula da União Europeia em Bruxelas, conforme reportado pelo jornal .
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A recusa se baseia no compromisso da Espanha com o multilateralismo e o sistema da Organização das Nações Unidas.
O primeiro-ministro espanhol, Sánchez, justificou a decisão, expressando dúvidas sobre a capacidade do conselho de Trump de respeitar a ordem multilateral e as normas das Nações Unidas. Além disso, apontou a ausência da Autoridade Palestina, gerando uma contradição no objetivo principal do conselho, que seria a pacificação da Faixa de Gaza.
O Conselho da Paz, que busca assumir o papel atualmente exercido pela ONU, tem gerado preocupações internacionais. A cerimônia de lançamento do conselho em Davos contou com a ausência de aliados tradicionais dos EUA, como Canadá, Reino Unido e a maioria dos países da União Europeia.
Apenas Hungria e Bulgária representaram o bloco europeu no evento.
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Participantes da Lançamento do Conselho da Paz: Kassym-Jomart Tokayev, presidente do Cazaquistão; Vjosa Osmani-Sadriu, presidente do Kosovo; Shehbaz Sharif, primeiro-ministro do Paquistão; Santiago Peña, presidente do Paraguai; Mohammed bin Abdul Rahman al Thani, primeiro-ministro e ministro das Relações Exteriores do Qatar; Faisal bin Farhan al Saud, ministro das Relações Exteriores da Arábia Saudita; Hakan Fidan, ministro das Relações Exteriores da Turquia; Khaldoon al Mubarak, CEO da Mubadala Investment Company; Shavkat Mirziyayev, presidente do Uzbequistão; Gombojavyn Zandanshatar, primeiro-ministro da Mongólia; Salman bin Hamad bin Isa Al Khalifa, primeiro-ministro do Bahrein; Nasser Bourita, ministro das Relações Exteriores do Marrocos; Javier Milei, presidente da Argentina; Nikol Pashinyan, primeiro-ministro da Armênia; Donald Trump, presidente dos EUA; Ilham Aliyev, presidente do Azerbaijão; Rosen Zhelyazkov, ex-primeiro-ministro da Bulgária; Viktor Orbán, primeiro-ministro da Hungria; Prabowo Subianto, presidente da Indonésia; Ayman Safadi, ministro das Relações Exteriores da Jordânia.
A iniciativa do Conselho da Paz, liderada por Donald Trump, visa mediar conflitos e coordenar esforços de reconstrução em áreas pós-conflito. No entanto, a recusa da Espanha e a ausência de aliados tradicionais dos EUA levantam questões sobre a viabilidade e o impacto do conselho.
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