Em 18 de janeiro, uma erupção solar de classe X, acompanhada de uma ejeção de massa coronal (EMC), atingiu a Terra a uma velocidade incomum – aproximadamente 1.700 km/s. Essa ocorrência gerou uma tempestade de radiação solar classificada como S4 (severa) e uma tempestade geomagnética G4, conforme dados da NOAA divulgados nesta terça-feira, 20.
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A intensidade do evento representa um risco para sistemas de conectividade global. Três setores tecnológicos específicos foram particularmente vulneráveis: satélites de comunicação, a infraestrutura GPS e as redes elétricas que sustentam data centers e operadoras de telecomunicações.
Impactos em Satélites e Redes de Dados
Satélites geoestacionários podem ser afetados pela radiação de alta energia, com potencial para falhas parciais em seus sistemas de controle. Empresas de internet via satélite, como Starlink e Viasat, estão monitorando possíveis degradações no serviço, especialmente em áreas de alta latitude.
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A i, que depende da sincronização de tempo, pode ser impactada, gerando instabilidades. Em 2024, equipamentos agrícolas baseados em posicionamento de precisão sofreram falhas por horas durante uma tempestade similar.
Riscos em Redes Terrestres
Em redes terrestres, correntes geomagneticamente induzidas podem comprometer transformadores de alta tensão em áreas vulneráveis. Operadores de energia implementaram protocolos emergenciais, incluindo redirecionamento de carga e desconexão preventiva de seções críticas.
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Limitações e Preparação
As comunicações de rádio em rotas polares e operações offshore são sistemas expostos. No Brasil e em países tropicais, a distância do polo magnético limita o impacto. Até o momento, não houve desligamentos generalizados de internet residencial, falhas em caixas eletrônicos ou interrupções na telefonia móvel.
A redundância de satélites, o reforço das redes elétricas e o monitoramento prévio contribuem para mitigar os efeitos, diferentemente do apagão registrado na Suécia em 2003. A preparação para eventos de clima espacial é fundamental.
Especialistas alertam para a possibilidade de um evento de magnitude superior, como o “Evento Carrington” de 1859, que poderia causar danos permanentes a redes elétricas, destruir satélites e desestabilizar a internet global por semanas. A recomendação é reforçar proteções eletromagnéticas, manter sistemas de backup energéticos e realizar testes de resiliência em infraestruturas críticas.
