Equador e Colômbia Alcançam Acordo para Fim da Guerra Tarifária
Na sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026, Equador e Colômbia formalizaram as condições para encerrar a disputa comercial que se intensificou no início do mês. A crise, que impactou o comércio bilateral e a cooperação energética, teve origem na imposição de tarifas de 30% entre os dois países, desencadeada por divergências sobre a segurança na fronteira.
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A principal causa da tensão reside na disputa sobre o combate ao crime organizado, especialmente ao tráfico de drogas, que se aproveita da extensa fronteira comum de 600 quilômetros, marcada pela atividade ilícita. Ambos os países reconhecem a necessidade de fortalecer a segurança na região, embora tenham visões diferentes sobre como abordar o problema.
Como parte do acordo, o governo colombiano se comprometeu a implementar medidas para erradicar plantações de coca e combater a mineração ilegal na fronteira. Além disso, o país deve retomar a venda de energia elétrica ao Equador, uma questão que também estava em aberto.
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Em contrapartida, o governo equatoriano concordou em revisar a tarifa elevada a 900% cobrada pelo uso do oleoduto.
Apesar do acordo, as divergências sobre a estratégia para lidar com o crime organizado persistem. O Equador enfrenta uma alta taxa de homicídios, sendo o país com o maior número de assassinatos por habitante da América Latina, enquanto a Colômbia é o principal produtor mundial de cocaína, com parte do produto passando pelo território equatoriano antes de ser exportado para os Estados Unidos e Europa.
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O presidente colombiano, Gustavo Petro, realizou uma visita oficial aos Estados Unidos, onde o presidente Donald Trump se ofereceu para mediar as negociações entre Equador e Colômbia. As conversas entre os chanceleres dos dois países também ocorreram no Panamá na semana anterior, embora os detalhes não tenham sido divulgados.
