Documentos recentemente liberados pelo FBI e pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, disponibilizados na última sexta-feira (30 de janeiro de 2026), trazem detalhes inéditos sobre os últimos dias do financista Jeffrey Epstein. O material inclui um inquérito conduzido pelo escritório do FBI em Nova York, acompanhado de fotografias que mostram lesões severas no pescoço do bilionário e registros de tentativas de reanimação por médicos às 06h49 de 10 de agosto de 2019 – aproximadamente 16 minutos após ele ser encontrado desacordado em sua cela.
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Epstein aguardava julgamento por acusações de tráfico sexual.
Contradições nos Relatos de Saúde Mental
Os arquivos revelam contradições entre as avaliações psicológicas e o desfecho do caso. Após uma tentativa de suicídio em 23 de julho de 2019, Epstein afirmou aos psicólogos da prisão que “não tinha interesse” em se matar e que tirar a própria vida seria “uma maluquice”.
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Em 25 de julho, ele declarou estar “muito dedicado” a lutar por seu caso judicial, afirmando: “Tenho uma vida e quero voltar a vivê-la”.
Falhas Operacionais e Câmeras Desligadas
O relatório de 89 páginas preparado pelo Escritório do Examinador-Chefe de Nova York detalha o exame post-mortem, confirmando fraturas na cartilagem da tireoide no pescoço de Epstein, marcas típicas de enforcamento. Contudo, os documentos internos da prisão expõem negligência administrativa crítica: o sistema de câmeras da unidade estava desligado na noite da morte.
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Além disso, embora houvesse uma recomendação expressa para que Epstein não ficasse sozinho e recebesse rondas a cada 30 minutos, seu colega de cela foi liberado um dia antes do óbito.
Registro de Atividades Carcerárias
O registro das atividades carcerárias confirma que os guardas ignoraram as verificações programadas entre 3h e 5h da manhã de 10 de agosto. O corpo foi encontrado apenas durante a ronda matinal.
Contexto Político e Reações
A divulgação desses documentos ocorre em um momento de pressão sobre o governo de Donald Trump, que autorizou a desclassificação do material com atraso. O lote inclui versões editadas e não editadas dos relatórios, sem que o Departamento de Justiça tenha explicado a razão da duplicidade dos arquivos ou o critério para a censura de trechos específicos.
Questionamentos e Pressão por Transparência
A publicação de fotos das lesões no pescoço e dos procedimentos médicos no Hospital Beekman visa reduzir o espaço para teorias conspiratórias que sugeriam assassinato. No entanto, o fato de o nome de Epstein aparecer grafado erroneamente como “Jeffery” em algumas etiquetas hospitalares e a ausência de imagens de monitoramento por vídeo continuam a alimentar questionamentos de opositores políticos e vítimas do financista.
O FBI recusou-se a comentar os novos dados, enquanto advogados das vítimas de Epstein pressionam por mais transparência sobre a rede de contatos do bilionário que permanece sob sigilo nos milhões de páginas restantes.
O impacto desses documentos reforça a crise de credibilidade do sistema prisional federal norte-americano e coloca sob investigação as decisões da administração carcerária durante o período de custódia de um dos presos mais mediáticos da história recente dos EUA.
