Entorse no tornozelo: repetições podem indicar grave problema! ⚠️ Instabilidade crônica, dor e limitações são sinais de alerta. Saiba mais!
Virar o tornozelo ao caminhar, correr ou praticar esportes é uma situação que muitos enfrentam. No entanto, quando essa ocorrência se torna frequente, é preciso investigar a fundo. Entorses repetidas de tornozelo não devem ser vistas como algo normal ou inevitável, pois geralmente indicam uma condição chamada instabilidade crônica do tornozelo, que aumenta o risco de novas lesões, dor persistente e limita a capacidade de realizar atividades diárias.
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As entorses repetidas geralmente são resultado de uma combinação de fatores. O tratamento inadequado da lesão ligamentar é um dos principais, mas não é o único. A fraqueza muscular, especialmente dos músculos que ajudam a estabilizar o tornozelo, a perda da propriocepção – que é a capacidade do corpo de sentir a posição da articulação no espaço – e alterações na forma como o pé se movem contribuem para o problema.
Retornar às atividades físicas logo após uma entorse, sem a devida reabilitação, aumenta significativamente a chance de que a lesão se repita. Cada nova torção causa mais danos aos ligamentos, à cartilagem e, em alguns casos, aos tendões, criando um ciclo de instabilidade progressiva. É importante lembrar que a instabilidade do tornozelo pode evoluir para dor crônica, inchaço persistente e limitação para atividades físicas e até tarefas cotidianas.
O tratamento inicial, na maioria dos casos, é conservador, com foco na reabilitação fisioterapêutica. Essa fase inclui exercícios para fortalecer os músculos, melhorar o equilíbrio e recuperar a propriocepção. O uso temporário de órteses ou tornozeleiras pode auxiliar no retorno às atividades, mas não substitui a reeducação funcional.
Se o tratamento conservador não for suficiente e a instabilidade persistir, a avaliação com um ortopedista especialista em pé e tornozelo é fundamental. Em casos selecionados, a cirurgia pode ser indicada para reconstrução ligamentar, restaurando a estabilidade da articulação e reduzindo o risco de novas entorses.
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Viver “virando o pé” não é normal e não deve ser aceito como parte da rotina. Identificar a causa das entorses repetidas e tratar adequadamente é essencial para evitar complicações futuras e preservar a função do tornozelo a longo prazo. A prevenção é sempre o melhor caminho, com atenção à postura, calçados adequados e exercícios de fortalecimento.
Dra. Marina Melhado – CRM/SP 179.632 | RQE 121.033 Ortopedista e traumatologista Membro da Brazil Health
Autor(a):
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