Engenharia Brasileira: BIM Impulsiona Transformação e Aumenta Custos em Projetos Comerciais

BIM revoluciona engenharia no Brasil! 🚀 Pesquisa da AltoQi revela que projetos agora são soluções completas e inteligentes. 72% usa BIM! Saiba mais.

09/06/2026 00:20

3 min

Engenharia Brasileira: BIM Impulsiona Transformação e Aumenta Custos em Projetos Comerciais
(Imagem de reprodução da internet).

Transformação Estratégica no Mercado de Engenharia Brasileiro

O setor de engenharia no Brasil está passando por uma mudança significativa, impulsionada por uma abordagem mais estratégica e focada em inteligência e eficiência. A 6ª edição da Pesquisa de Precificação de Projetos no Brasil 2026, realizada pela AltoQi, empresa brasileira de tecnologia para construção civil com sede em Florianópolis, revelou que os projetos deixaram de ser apenas documentos técnicos e agora representam soluções completas, considerando economia e previsibilidade.

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O estudo ouviu 886 profissionais de engenharia e arquitetura de todo o país, entre fevereiro e março de 2026, analisando mais de 6 mil orçamentos de projetos em diversas disciplinas, como estrutural, elétrica, hidráulica e climatização.

BIM e a Nova Mentalidade no Setor

Um dos principais achados da pesquisa é o crescimento exponencial da metodologia BIM (Building Information Modeling). Atualmente, 72,01% dos profissionais entrevistados utilizam o BIM, um aumento significativo em relação aos 47,3% registrados em 2021.

Essa evolução reflete uma mudança fundamental na forma como o setor valoriza os projetos, que agora são vistos como ferramentas de inteligência e otimização, e não apenas como documentos formais. Lucas Guedes, sócio proprietário da SOS BIM, explica que o BIM mudou a entrega de valor, permitindo que as empresas ofereçam inteligência para a obra, em vez de apenas projetos.

Complexidade e Novos Fatores de Precificação

A pesquisa também destacou que os projetos comerciais concentram os maiores valores médios por metro quadrado em praticamente todas as disciplinas analisadas. Em edificações comerciais, a média nacional para projetos estruturais chegou a R$ 34,5 por metro quadrado, quase o dobro do valor registrado em projetos residenciais unifamiliares.

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Em projetos hidrossanitários, a média nacional em empreendimentos comerciais alcançou R$ 15,6 por metro quadrado, enquanto projetos elétricos atingiram R$ 15,1 por metro quadrado. Esse movimento está ligado ao aumento da complexidade técnica das edificações corporativas, que exigem mais detalhamento e soluções específicas.

Além do metro quadrado, elementos como subsolos, piscinas e grandes vãos passaram a impactar diretamente os preços, refletindo uma nova mentalidade no mercado.

Mercado Multidisciplinar e Desafios da Mão de Obra

O estudo revelou um mercado mais maduro e multidisciplinar, com quase 40% dos participantes possuindo mais de 10 anos de experiência na área. Além disso, 77,09% dos respondentes atuam em mais de uma disciplina de engenharia, com uma média de 3,22 especialidades por profissional.

A escassez de mão de obra qualificada e a baixa produtividade histórica do setor vêm acelerando o debate sobre a industrialização da obra. Dados da Sondagem da Construção do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas indicam que, em 2025, cerca de 82% das empresas do setor relataram dificuldade para contratar mão de obra.

Nesse contexto, a digitalização dos projetos passa a ser vista como pré-condição para um novo modelo produtivo. Rui Gonçalves, fundador da AltoQi, enfatiza que a industrialização da obra exige projetos digitais e prontos, que permitam a produção off-site e a montagem na obra.

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