Enem 2025 terá tema sobre envelhecimento e expansão de franquias! Veja como o setor de cuidados com idosos está em alta no Brasil e no mundo.
O Ministério da Educação (MEC) anunciou o tema da redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025: o envelhecimento da população. Este assunto está relacionado a uma transformação econômica e ao crescimento do setor de franquias, especialmente o que se refere a negócios voltados para pessoas com mais de 60 anos.
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O chamado “boom da terceira idade” – conjunto de negócios direcionados a esse público – está em forte expansão. No Brasil, essa parcela da população representa 15% e deve atingir 24% até 2030, conforme dados do IBGE. Globalmente, o setor movimenta cerca de US$ 7,1 trilhões anualmente, impulsionado por uma geração de idosos mais ativos, conectados e com poder de consumo.
O segmento atraiu o interesse de investidores, tornando-se uma das principais “holding” de franquias liderada por um grupo específico.
A médica Joyce Duarte Caseiro e o economista Pedro Moraes, casal do interior de São Paulo, lideram a Terça da Serra. A rede possui mais de 160 unidades e 2.500 leitos em todo o país, com o objetivo de dobrar o tamanho até 2029.
O diferencial da rede é romper com a imagem tradicional das casas de repouso. “Não é um lugar que cheira xixi e é escuro, onde o idoso vai para ficar abandonado”, afirma Moraes. “A ideia é que seja um lugar tão ou mais bonito que a casa em que ele morava — e que ele esteja mais acompanhado do que em casa.”
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As unidades oferecem piscina, cinema, sala de jogos e visitas liberadas a qualquer hora. O objetivo é criar um ambiente que se assemelhe a uma casa, com estrutura médica e social integradas.
A história começou quando Joyce buscava um local humanizado para seu avô, diagnosticado com Alzheimer. Sem encontrar uma alternativa adequada, decidiu abrir sua própria residência em Jaguariúna (SP), com 12 quartos. O que nasceu como um projeto familiar se tornou uma das maiores redes de cuidados de longa permanência da América Latina.
“Eu queria que ele tivesse qualidade de vida, assistência de qualidade e se sentisse em casa. Queria muito mais do que um lugar onde o idoso dorme, come e toma banho”, conta Joyce.
A expansão por franquias começou em 2017, e, três anos depois, a SMZTO entrou na sociedade, com a missão de acelerar o crescimento e estruturar a governança da marca.
“Pensávamos que teríamos 20 casas, mas demos um salto gigante”, diz Moraes.
Com a consolidação da Terça da Serra, a SMZTO decidiu ampliar o portfólio de longevidade e investir também em um público ainda mais ativo. A nova aposta é a Fiuza, uma rede de centros de atendimento diurno para idosos independentes, com foco em cognição, mobilidade e socialização.
Criada em 2014 pela fisioterapeuta Raquel Zotti Rocha Servidão, a Fiuza começou como um grupo de fisioterapia com um café ao lado, em Ribeirão Preto (SP). “Eu percebia que muitos idosos não precisavam só de tratamento físico, mas de um espaço onde pudessem se sentir pertencentes e ativos”, diz a fundadora.
Com o tempo, o modelo evoluiu para um centro de convivência estruturado — ou, como define a própria Raquel, uma “escola para idosos”. A rotina segue um formato similar ao escolar: entrada pela manhã, atividades durante o dia e retorno para casa no fim da tarde.
As atividades incluem oficinas de memória, rodas de conversa, coral, dança adaptada, leitura guiada e alongamentos. “Era nítido que as dores do corpo vinham acompanhadas de uma solidão profunda. Faltava um lugar para esse idoso existir com propósito, e não apenas sobreviver”, afirma Raquel.
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