Enel São Paulo registra 4,4 milhões de clientes afetados por evento climático

Enel São Paulo reporta 4,4 milhões de consumidores afetados por evento climático em SP. Lula intensifica pressão por fiscalização da Aneel.

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(Imagem de reprodução da internet).

A Enel São Paulo comunicou à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) um aumento significativo no número de unidades consumidoras afetadas por um evento climático extremo ocorrido nos dias 9 e 10 de dezembro de 2025. Inicialmente, a empresa reportou 2 milhões de unidades impactadas, mas após consolidação de dados, o número foi revisado para 4,4 milhões.

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A informação foi obtida após uma análise pós-evento climático.

Detalhes do Impacto e Restabelecimento

De acordo com a Enel, aproximadamente 3,28 milhões de clientes tiveram o fornecimento de energia restabelecido através da atuação de equipes de campo. Adicionalmente, 1,13 milhão de clientes foram atendidos automaticamente, sem a necessidade de intervenção de equipes de campo.

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A empresa atribui o aumento no número de afetados à ocorrência de sucessivas quedas de árvores e danos à rede elétrica, causados pelas condições climáticas extremas.

Volume de Chamadas e Respostas

O call center da Enel registrou um volume excepcional de chamadas, ultrapassando 1,86 milhão, representando um aumento superior a 200% em relação à média normal. Apesar do grande volume, a empresa conseguiu atender 94,7% das ligações em até 30 segundos, com uma taxa de abandono de apenas 1,06%.

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Resposta da Aneel e Próximos Passos

A Aneel informou que as informações fornecidas pela Enel estão em fase de avaliação técnica. A agência reguladora indicou que, após a conclusão do processo, será elaborado um relatório de fiscalização específico para o caso. A situação demonstra a importância da análise e acompanhamento da atuação das distribuidoras em eventos climáticos extremos.

Pressão Governamental e Fiscalização

O Presidente da República intensificou a cobrança por órgãos do governo federal, em resposta aos apagões que afetaram milhões de consumidores na Região Metropolitana de São Paulo. Em despacho de 12 de janeiro de 2026, Lula determinou que o Ministério de Minas e Energia, a Advocacia-Geral da União, a Controladoria-Geral da União e a Aneel adotem medidas para apurar as falhas no fornecimento e a atuação da reguladora, visando garantir a prestação adequada e contínua do serviço à população.

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