Endometriose: Desafios no Diagnóstico e Novas Esperanças Terapêuticas no Brasil

Endometriose: Diagnóstico tardio e novas terapias são foco de estudo. Organização Mundial da Saúde aponta prevalência da doença em mulheres.

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(Imagem de reprodução da internet).

Endometriose: Desafios no Diagnóstico e Busca por Novas Abordagens Terapêuticas

A endometriose é uma doença crônica que afeta cerca de 10% das mulheres em idade reprodutiva no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde, e entre 5% e 15% no Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde. A condição se caracteriza pelo crescimento de células semelhantes ao revestimento interno do útero fora da cavidade uterina, em órgãos como ovários, intestino e peritônio.

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Essas células respondem aos hormônios do ciclo menstrual, mas, fora do útero, o sangramento provoca inflamação, aderências e dor intensa. Apesar de considerada benigna, a doença é recidivante e não há tratamento capaz de eliminar totalmente as lesões ou impedir que retornem.

Cólicas incapacitantes, dor crônica e dificuldade para engravidar fazem parte da rotina de muitas pacientes. O diagnóstico é frequentemente atrasado porque médicos generalistas desconhecem a doença. No Brasil, a média de espera até a identificação chega a 7 anos, agravando dor, comprometimento de órgãos e risco de infertilidade.

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O manejo da endometriose se concentra em aliviar sintomas e preservar qualidade de vida.

Subseção: Diagnóstico Precoce

O principal desafio na endometriose continua sendo o diagnóstico precoce. O exame padrão-ouro é a videolaparoscopia com biópsia, mas é invasivo e não indicado como 1ª abordagem. Exames de imagem, como ultrassonografia transvaginal com preparo intestinal e ressonância magnética pélvica, têm se mostrado eficazes, especialmente para casos profundos.

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No Brasil, a detecção leva em média 7 anos, segundo o Ministério da Saúde.

Subseção: Novas Abordagens Terapêuticas

As dificuldades no diagnóstico precoce e no tratamento da endometriose têm levado pesquisadores a buscarem abordagens mais eficazes e menos invasivas. O objetivo é melhorar o controle dos sintomas e reduzir os impactos da doença ao longo da vida das pacientes.

Entre as frentes mais estudadas estão as terapias antifibróticas, que inibem a formação de tecido cicatricial associada à progressão da doença. Um estudo de 2023 mostrou que a neferina, derivada da planta lótus, reduziu a fibrose endometriótica em modelos celulares e animais.

Pesquisas também avançam em medicamentos hormonais mais seletivos, como moduladores dos receptores de progesterona e antagonistas de GnRH de segunda geração — entre eles elagolix e relugolix — que oferecem controle da dor e menores efeitos colaterais, incluindo preservação da massa óssea.

A medicina de precisão surge como outra aposta, com estudos investigando marcadores genéticos e moleculares capazes de indicar a presença da doença, sua evolução e a resposta individual às terapias.

Novas abordagens terapêuticas podem trazer soluções mais eficazes e personalizadas para as pacientes.

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