Endividamento familiar no Brasil registra leve queda em dezembro de 2025. Dados da Peic/CNC apontam para 78,9% de endividamento. Inadimplência deve cair em 2026
Em dezembro de 2025, o endividamento das famílias brasileiras registrou uma pequena redução de 0,3 pontos percentuais, atingindo 78,9%. Essa diminuição representa a menor taxa de endividamento observada desde julho do ano anterior. Os dados foram divulgados pela Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), realizada pela Confederação Nacional do Comércio, de Bens, Serviços e Turismo (CNC).
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A taxa de endividamento havia atingido 79,2% em novembro de 2025. Essa leve queda, embora positiva, manteve o nível de endividamento em dezembro como o mais elevado da série histórica, comparado com o mesmo mês de 2024, quando o índice era de 76,7%.
Essa diferença de 2,2 pontos percentuais demonstra uma pressão considerável sobre as finanças das famílias.
A principal modalidade de dívida utilizada pelas famílias em dezembro de 2025 foi o cartão de crédito, responsável por 85,1% das dívidas. Os carnês representaram 16,2% das dívidas, enquanto o crédito pessoal respondeu por 12,1%. Esses dados indicam a dependência do crédito rotativo como principal fonte de endividamento.
As projeções da CNC apontam para uma continuidade da tendência de queda no endividamento durante o primeiro trimestre de 2026. A expectativa é que a taxa de endividamento passe para 78,7% em janeiro, 78,5% em fevereiro e 78,2% em março. Paralelamente, a inadimplência também deve diminuir, com projeções de queda para 29,3% em janeiro, 29,2% em fevereiro e 29,0% em março.
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