Governo chinês retalia com medidas e demonstra força econômica, após tarifas de Washington.
O encontro entre o líder chinês Xi Jinping e o presidente Donald Trump, agendado para esta semana, representa uma oportunidade crucial para Pequim demonstrar sua ambição de ser reconhecida como um igual aos Estados Unidos no cenário global. A guerra comercial travada por Trump, que incluiu tarifas e restrições de exportação, desafiou as metas de crescimento e inovação de Xi, mas também proporcionou a China um visibilidade significativa.
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Enquanto grande parte do mundo buscava conciliar-se com as políticas de Trump, a China respondeu com medidas próprias, levando a uma trégua negociada. As conversas entre os principais negociadores na Malásia no fim de semana sinalizaram um possível avanço, mas ainda há riscos de que o encontro não resulte em um acordo ou que um deslize comprometa a delicada situação.
A China enfrenta desafios significativos, incluindo a pressão das tarifas americanas, que já atingem mais de 50% em média, e a ameaça de tarifas ainda maiores. No entanto, Pequim tem buscado fortalecer sua posição através de estratégias como diversificar o comércio, reduzir a dependência de produtos americanos, como semicondutores, e acelerar a inovação.
A China também está se preparando para o seu próximo plano quinquenal, que visa a autossuficiência tecnológica e industrial. A percepção em Pequim é que a China está “totalmente preparada” para as ações de Trump, e que os Estados Unidos estão perdendo sua importância no panorama global.
No encontro de quarta-feira na Coreia do Sul, Xi Jinping buscará que os Estados Unidos reduzam as tarifas e revertam os controles de exportação. Para alcançar esse objetivo, ele pode estar disposto a flexibilizar ou adiar os controles recentes sobre os metais de terras raras.
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A China impôs esses controles para “coagir os EUA a não aplicarem sanções abrangentes sobre o país”, mas sim limitar as sanções a “apenas alguns setores de segurança nacional”. A dinâmica da reunião dependerá da química entre os líderes, que se encontraram pela última vez em 2019.
O principal diplomata da China, Wang, fez um lembrete sutil disso em sua ligação com Rubio na segunda-feira, enfatizando a importância de “preservar o espírito de igualdade, respeito e benefício mútuo”.
O encontro entre Xi Jinping e Donald Trump é um marco importante em uma competição complexa e volátil entre superpotências. Apesar dos desafios, ambos os líderes reconhecem a importância de manter um relacionamento bilateral, buscando um equilíbrio entre seus interesses nacionais.
O sucesso da reunião dependerá da capacidade de ambos os lados de ceder e encontrar um terreno comum, em um cenário global cada vez mais incerto.
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