Menos de 1% das empresas divulga impactos na biodiversidade! Alerta urgente da ONU sobre a crise ambiental e o “business as usual”. Saiba mais!
Um novo documento da Plataforma Intergovernamental sobre Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos, publicado na segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026, revela um dado preocupante: menos de 1% das empresas divulgam relatórios públicos sobre seus impactos na biodiversidade.
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A plataforma, um organismo intergovernamental ligado à Organização das Nações Unidas, produz avaliações científicas sobre a relação entre a natureza, a economia e a sociedade.
A organização destaca que mesmo empresas que não se consideram “baseadas na natureza” dependem, direta ou indiretamente, de recursos naturais, da regulação ambiental (como a prevenção de enchentes) e de benefícios não materiais, como turismo e recreação.
No entanto, muitas empresas não arcam com custos financeiros pelos impactos negativos e não conseguem gerar receita a partir de ações positivas para a biodiversidade.
Uma pesquisa recente com instituições financeiras que representam 30% da capitalização global identificou três barreiras principais para a adoção de práticas de gestão de riscos relacionados à natureza: acesso a dados confiáveis, acesso a modelos confiáveis e acesso a cenários.
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O relatório aponta que nenhum método único é adequado para todas as empresas.
O documento propõe três características gerais para avaliar quais métodos são mais apropriados para cada empresa: cobertura (geográfica e da extensão dos impactos), acurácia (o grau de precisão dos resultados) e responsividade (a capacidade de detectar mudanças causadas pelas ações da empresa).
Matt Jones, um dos responsáveis pelo relatório, enfatiza que este é um momento crucial para empresas, instituições financeiras, governos e a sociedade civil, para superar a confusão de métodos e métricas e usar o relatório como guia para uma mudança transformadora.
O documento alerta que as práticas atuais perpetuam o “business as usual”, que não apoia a mudança necessária para interromper a perda de biodiversidade.
O relatório aponta para grandes subsídios que impulsionam a perda de biodiversidade, direcionados a atividades empresariais com o apoio de lobby. Em 2023, os fluxos globais de financiamento com impactos negativos na natureza totalizaram US$ 7,3 trilhões, com US$ 4,9 trilhões provenientes do setor privado e US$ 2,4 trilhões em gastos públicos com subsídios ambientalmente prejudiciais.
Apenas US$ 220 bilhões foram direcionados para atividades de conservação e restauração da biodiversidade, representando apenas 3% dos recursos públicos.
O professor Stephen Polasky ressalta que a degradação da biodiversidade representa uma ameaça séria aos negócios. Ele adverte que as práticas atuais podem parecer lucrativas no curto prazo, mas os impactos cumulativos de múltiplas empresas podem levar a pontos de não retorno ecológicos, com consequências globais.
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