Nova Delhi – A Embraer, gigante da aviação brasileira, e o Grupo Adani, líder em defesa e aeroespacial na Índia, formalizaram um Memorando de Entendimento (MoU) ampliado, com o objetivo de estabelecer uma linha de montagem final para o jato regional E175, dentro do programa de Aeronaves de Transporte Regional (RTA) da Índia.
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A assinatura do acordo contou com a presença do Presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e do Ministro do Comércio e Indústria da Índia, Piyush Goyal, marcando um passo importante na colaboração entre as empresas.
Detalhes da Parceria e Objetivos
Segundo os executivos, a parceria visa estruturar a produção do E175 na Índia, aproveitando o potencial de crescimento do mercado regional indiano. A Embraer, que já possui uma presença consolidada no país com cerca de 50 aeronaves e 11 modelos em operação, busca expandir sua atuação e atender à crescente demanda por conectividade regional.
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O objetivo é criar um ecossistema completo, incluindo centros de treinamento e manutenção, para garantir o sucesso das operações das aeronaves na Força Aérea Indiana.
Potencial de Crescimento e Projeções
A Índia se destaca como um dos mercados de aviação que mais crescem no mundo em termos de tráfego de passageiros, com uma demanda estimada de pelo menos 500 aeronaves na faixa de 80 a 146 assentos nos próximos 20 anos. Essa projeção reflete a necessidade de conectividade regional e de curta distância, impulsionada pelo uso de jatos menores e mais eficientes.
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O governo indiano acredita que essa parceria pode contribuir para uma aviação autossuficiente, gerando empregos de alta qualificação e fortalecendo a posição do país na indústria aeroespacial global.
Características do E175 e Próximos Passos
O E175, com capacidade para até 88 passageiros, é ideal para atender mercados pouco explorados em cidades de pequeno e médio porte na Índia. A Embraer planeja viabilizar novas rotas, ampliar a conectividade e assegurar operações confiáveis. A empresa espera que o memorando evolua para um contrato definitivo caso as encomendas alcancem cerca de 200 aeronaves, considerado o número ideal.
A expectativa é que a Índia se torne uma base para atender mercados vizinhos com esse modelo.
