Embaixador Vadell e manifestantes criticam ação dos EUA contra Maduro na Venezuela

Manifestantes protestam contra ação dos EUA na Venezuela. Em Brasília, embaixador Manuel Vadell critica operação de Donald Trump contra Nicolás Maduro

03/01/2026 17:40

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(Imagem de reprodução da internet).

Manifestantes Protestam Contra Ação dos EUA na Venezuela

Um grupo de manifestantes se reuniu em frente à embaixada da Venezuela em Brasília na tarde deste sábado (3) para expressar sua indignação diante da situação no país. O embaixador da Venezuela no Brasil, Manuel Vadell, participou do ato e declarou que a suposta captura do ditador Nicolás Maduro por militares dos EUA representa um grave precedente para a América Latina.

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“O que ocorreu hoje na Venezuela é um alerta muito sério para nossa região. Deve acender um sinal de alerta em todos os movimentos de oposição do continente”, afirmou Vadell durante seu discurso. O evento foi organizado por diversos movimentos de esquerda e contou com a presença de bandeiras de diferentes países, incluindo Venezuela, Palestina e Brasil.

Os participantes do protesto exigiram a liberdade de Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, além do respeito à soberania da Venezuela. A representação diplomática venezuelana emitiu uma nota oficial, afirmando que a operação do governo Donald Trump foi realizada sob “pretextos falsos e cínicos”.

O presidente americano Donald Trump anunciou a operação, que ocorreu na madrugada do sábado (3), informando que, por ora, e inclusive com o envio de tropas, se necessário, o governo americano manterá o controle da situação. Não há informações claras sobre como Trump pretende supervisionar a Venezuela.

Após a operação, que resultou em falta de energia em parte de Caracas e na captura de Maduro em um de seus esconderijos, as forças americanas não possuem controle sobre o país. O governo de Maduro ainda mantém o poder, e o ex-presidente, juntamente com sua esposa, foram retirados do território venezuelano e estão a bordo do navio USS Iwo Jima, com destino a Nova York, onde serão processados pelo Distrito Sul, sob acusações de conspiração de narcoterrorismo, importação de cocaína e posse de armas destrutivas.

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