Embaixador Nekounam denuncia interferência de EUA e Israel nos protestos no Irã. Crise e violência: o que está por trás dos conflitos. Saiba mais!
O embaixador do Irã no Brasil, Abdollah Nekounam, comentou sobre a onda de protestos que assola o país desde o início de 2026. Inicialmente, ele reconheceu a legitimidade dos primeiros manifestos, que surgiram como uma resposta à crise econômica e ao alto custo de vida.
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Segundo Nekounam, as primeiras manifestações foram pacíficas, mas rapidamente se intensificaram, levando a atos de violência. Ele atribuiu essa escalada à interferência externa, especificamente dos Estados Unidos e de Israel.
O embaixador enfatizou que a intervenção dos Estados Unidos e de Israel foi “irresponsável” e uma “violação do direito internacional”. Ele argumentou que essas ações contribuíram para a transformação das manifestações em atos violentos, resultando em perdas de vidas e destruição de instalações públicas, incluindo hospitais e locais religiosos.
Nekounam mencionou também ataques contra agentes das forças de segurança e civis durante os distúrbios.
Apesar de reconhecer as dificuldades enfrentadas pela população iraniana, o embaixador reafirmou o compromisso do Irã com a defesa de sua soberania. Ele ressaltou a importância da diplomacia como ferramenta para proteger os interesses nacionais e promover a paz na região.
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Nekounam reiterou a acusação de que os Estados Unidos têm apoiado regimes autoritários no Irã desde 1979, e que Israel é a principal fonte de instabilidade na Ásia Ocidental, condenando as ações militares na Faixa de Gaza e ameaças contra outros países da região.
De acordo com informações da agência Reuters, pelo menos 5.000 civis perderam a vida nos confrontos. O embaixador também mencionou o número de agentes das forças de segurança feridos ou mortos. Apesar da gravidade da situação, ele expressou a esperança de que a diplomacia possa ser utilizada para encontrar soluções e restaurar a estabilidade no Irã.
Nekounam ressaltou a importância da vontade do povo iraniano, liderado pelo Imam Khomeini, na construção da República Islâmica, e reiterou a condenação das ações de Israel e dos Estados Unidos.
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