Elon Musk falta a interrogatório em Paris sobre X e Grok: o que será revelado?

Elon Musk falta a interrogatório em Paris sobre X e Grok! O que os promotores franceses investigam sobre IA e dados? Clique e saiba mais!

20/04/2026 18:01

3 min

Elon Musk falta a interrogatório em Paris sobre X e Grok: o que será revelado?
(Imagem de reprodução da internet).

Elon Musk Falta a Interrogatório em Paris Sobre X e Grok

O bilionário da tecnologia Elon Musk não compareceu nesta segunda-feira, dia 20, a uma intimação para interrogatório na investigação francesa que apura a rede social X e seu chatbot de IA, Grok. As plataformas enfrentam acusações de abuso de algoritmos e coleta fraudulenta de dados, conforme apontou o escritório do promotor de Paris.

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Escopo da Investigação e Tensões Internacionais

A investigação, que foi expandida nos últimos meses, agora inclui suspeitas de cumplicidade e a criação de deepfakes sexuais pelo Grok. Este desenvolvimento eleva as tensões nas relações entre os Estados Unidos e a Europa no que tange às grandes empresas de tecnologia e ao direito à livre expressão.

Detalhes do Chamamento Judicial

A data de 20 de abril foi marcada em fevereiro, quando a unidade de crimes cibernéticos da promotoria de Paris convocou a plataforma de mídia social de Musk, o X. Em uma declaração, o escritório da promotoria observou a ausência dos primeiros indivíduos intimados, mas afirmou que isso não impede o prosseguimento das apurações, sem citar Musk nominalmente.

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Dificuldades no Comparecimento e Contexto Legal

Embora o comparecimento na audiência desta segunda-feira (20) fosse obrigatório, as autoridades não conseguiram, até o momento, forçar Musk, considerado a pessoa mais rica do mundo, a comparecer. A Reuters tentou contato com representantes de Musk antes da intimação, sem sucesso.

Histórico de Acusações Contra o X

Em julho, Musk havia negado as acusações iniciais, alegando que os promotores franceses estavam promovendo algo inadequado. O X está sob escrutínio de reguladores e governos de diversos países desde que ele assumiu o controle da plataforma, antes conhecida como Twitter, em 2023.

Focos da Investigação Francesa

Os promotores alegam que os algoritmos do X distorceram o tratamento do conteúdo na plataforma, que houve extração indevida de dados de usuários e que foram violados direitos individuais com deepfakes sexualmente explícitos.

Desenrolar Político e Jurídico

Em um sinal de potencial agravamento das relações já delicadas com Washington, o Wall Street Journal reportou no sábado (18) que o Departamento de Justiça dos EUA enviou uma carta à promotoria de Paris, declarando que não cooperaria com a investigação, por considerá-la politicamente motivada.

A promotoria de Paris não reconheceu o recebimento dessa carta, reforçando que “a Constituição francesa garante a separação de Poderes e a independência do Judiciário”. Musk havia sido convocado para uma “entrevista voluntária”, um procedimento onde as autoridades buscam depoimento sem prender o indivíduo.

Implicações da Ausência

Os promotores não possuem autoridade para usar força para obrigar o comparecimento, mas podem optar por prender o indivíduo caso ele não responda à intimação. A advogada de defesa criminal Julia Bombardier sugeriu que seria melhor justificar a recusa para evitar que fosse vista como um obstáculo à investigação, por exemplo, garantindo que outros representantes fossem entrevistados.

Outras Figuras e Reações Políticas

A ex-presidente-executiva do X, Linda Yaccarino, e outros funcionários também foram intimados como testemunhas. A unidade francesa de crimes cibernéticos já prendeu o fundador do Telegram, em 2024, por acusações que incluíam cumplicidade no crime organizado no aplicativo, o que seu advogado classificou como “absurdo”.

Durov comentou no X na manhã desta segunda-feira que “a França está perdendo legitimidade ao usar investigações criminais como arma para suprimir a liberdade de expressão e a privacidade”. O presidente dos EUA, Donald Trump, costuma acusar a Europa de tratar as grandes empresas americanas de tecnologia de maneira injusta, utilizando multas, impostos e regulamentações.

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