Eli Lilly Reage à Proposta de Quebra de Patente do Mounjaro no Brasil
A farmacêutica norte-americana Eli Lilly emitiu uma declaração nesta quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026, manifestando sua discordância com o projeto de lei que visa permitir a quebra de patente do medicamento Mounjaro no Brasil. Em comunicado, a empresa destacou que a proposta representa um risco à propriedade intelectual e gera um cenário de “insegurança jurídica” para investimentos em inovação no país.
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A reação da gigante farmacêutica ocorreu após a aprovação da matéria na Câmara dos Deputados na segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026.
Deputado Defende a Abertura do Medicamento
O deputado Mário Heringer (PDT-MG), autor da proposta, argumenta que o Mounjaro deve ser considerado um medicamento de “interesse público”. A iniciativa busca facilitar a produção de versões genéricas do medicamento no Brasil, visando reduzir os custos e ampliar o acesso ao tratamento, especialmente através do Sistema Único de Saúde (SUS).
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Argumentos da Eli Lilly
Em nota oficial, a Eli Lilly explicou que o sistema de patentes é fundamental para garantir que empresas assumam os riscos financeiros associados ao desenvolvimento de novos fármacos. A empresa ressaltou sua disposição em buscar formas de ampliar o acesso ao Mounjaro, mas rejeitou a possibilidade de licenciamento compulsório, um mecanismo que obriga outras empresas a produzirem o medicamento sem o consentimento do titular da patente.
Contexto do Mounjaro no Brasil
O Mounjaro é atualmente utilizado no tratamento de diabetes tipo 2 e obesidade. O custo mensal do tratamento nas farmácias brasileiras pode ultrapassar R$ 3.000. A aprovação do regime de urgência, com 333 votos a 19, agiliza o processo legislativo, permitindo que o projeto avance diretamente para a votação no plenário da Câmara.
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