Debates intensivos em Portugal sobre habitação, saúde e imigração. Presidente independente participa ativamente. Custo da habitação é preocupação central, com aumento de 19% em 2025. Saúde lidera preocupações nacionais, enquanto imigração gera debate
A campanha para as eleições presidenciais em Portugal, previstas para 18 de janeiro, concentrou seus debates nos principais temas de preocupação dos eleitores, conforme evidenciado em recentes pesquisas: o custo da habitação, a saúde e a imigração.
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O atual presidente, um político independente com orientação centro-direita, participou ativamente dos debates.
Diferentemente do Brasil, as eleições presidenciais em Portugal são caracterizadas por um grande número de debates, que ocorrem quase diariamente e envolvem confrontos entre dois ou três candidatos. Essa dinâmica amplia o leque de temas abordados e permite que os concorrentes apresentem análises mais aprofundadas.
O custo da habitação, associado ao aumento do custo de vida, foi um dos temas mais recorrentes nos debates eleitorais, presente em encontros com 11 candidatos à Presidência. As propostas e diagnósticos apresentados variavam, mas o reconhecimento da pressão sobre aluguéis, os preços dos imóveis e a perda de poder de compra, especialmente nas áreas metropolitanas, foi um ponto comum.
Segundo dados divulgados em dezembro de 2025, o aumento dos preços e o acesso à habitação eram entre as principais preocupações dos portugueses, lado a lado com a saúde. A recorrência do assunto demonstra que, embora o presidente não tenha atribuições diretas na política habitacional, os candidatos buscaram sinalizar posicionamentos e a capacidade de influência institucional.
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Em 2025, o preço mediano por metro quadrado alcançou cerca de 2.065 euros (aproximadamente R$ 13.200), representando um aumento de 19% em relação a 2024 – a maior variação desde que o Instituto Nacional de Estatística começou a publicar essa série histórica.
Simultaneamente, a oferta de casas abaixo de 200 mil euros (cerca de R$ 1,2 milhão) diminuiu significativamente de 2020 a 2025, intensificando a pressão sobre o mercado para quem busca moradia acessível.
A saúde, especialmente o funcionamento do SNS (Serviço Nacional de Saúde), é o tema mais sensível para os portugueses, liderando o ranking de preocupações nacionais, conforme revelado pelo Eurobarómetro.
Os debates abordaram o acesso a serviços, os tempos de espera e a capacidade de resposta do sistema público. Os candidatos destacaram o papel do presidente como garantia do regular funcionamento das instituições e como voz de pressão política sobre o governo e a Assembleia da República, mesmo sem poder executivo direto.
A imigração também ganhou destaque na campanha. O tema apareceu recorrentemente nos debates televisivos e radiofônicos, frequentemente associado a questões de identidade nacional, mercado de trabalho e pressão sobre serviços públicos. Embora não fosse a principal preocupação dos eleitores, mobilizou segmentos específicos do eleitorado e foi utilizado por alguns candidatos como elemento de diferenciação política.
Análises da mídia portuguesa indicaram que o tema foi um dos mais debatidos nos confrontos entre candidatos, refletindo sua capacidade de gerar engajamento e dividir opiniões. Foi uma das principais bandeiras do candidato de direita André Ventura (Chega), que se destacava nas pesquisas de intenção de voto.
Em 2025, Portugal aprovou a Lei de Imigração, que estabelecia mudanças para controlar o fluxo migratório.
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