Eleições Presidenciais em Portugal: André Ventura, Marcelo Rebelo de Sousa e Luís Márquez Mendes disputam a presidência em 18 de janeiro. Segundo pesquisas, disputa acirrada!
A população portuguesa se prepara para eleger seu novo presidente em 18 de janeiro. As pesquisas indicam uma disputa acirrada entre pelo menos três candidatos, refletindo a complexidade do cenário político atual. Se nenhum deles alcançar a maioria absoluta dos votos, um segundo turno será realizado em 8 de fevereiro, marcando a primeira vez em quatro décadas que o país terá um segundo turno para a presidência.
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O cargo de presidente em Portugal, embora considerado em grande parte cerimonial, possui um peso político significativo, especialmente em momentos de crise. O chefe de estado detém o poder de dissolver o Parlamento, destituir o governo, convocar eleições antecipadas e vetar legislações, exercendo um papel importante no equilíbrio de poder.
O atual presidente, Marcelo Rebelo de Sousa, está no cargo desde 2016 e, constitucionalmente, não pode concorrer a um terceiro mandato de cinco anos. Ele convocou eleições antecipadas três vezes – em 2021, 2023 e 2025 – demonstrando a dinâmica política do país.
Para se candidatar, um candidato precisa obter mais de 50% dos votos válidos para vencer. Os eleitores votam em um único candidato, e se nenhum deles atingir essa marca, os dois mais votados disputam um segundo turno.
A disputa eleitoral é liderada por quatro principais candidatos, cada um com suas propostas e plataformas. André Ventura, líder do partido de ultradireita “Chega”, busca combater a corrupção e a imigração, com uma visão que o coloca como a segunda maior força parlamentar em 2025.
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João Cotrim de Figueiredo, representante do Partido da Iniciativa Liberal, defende reduções de impostos e maior flexibilidade para as empresas. Recentemente, sua campanha enfrentou um contratempo com acusações de agressão sexual, que ele negou prontamente.
Antonio José Seguro, ex-líder do Partido Socialista, se apresenta como um candidato de uma esquerda “moderna e moderada”, buscando combater a influência da extrema direita.
Henrique Gouveia e Melo, reformado almirante da Marinha Portuguesa, conhecido por sua eficiente campanha de vacinação em 2021, busca ser uma figura unificadora em meio à fragmentação política.
Luís Márquez Mendes, apoiado pelo principal partido governante, PSD, promete desafiar o que ele considera um status quo “conformista, resignado, deprimido e complacente”, buscando “ambição” para Portugal.
As urnas estarão abertas entre 8 horas e até às 19 horas, no horário de Portugal (4h às 15h de Brasília). Após o horário de fechamento, somente eleitores presentes nas assembleias de voto poderão votar.
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