Costa Rica decide! Em 1º de 2026, eleitores enfrentam desafios de segurança e economia. Laura Fernández lidera intenções, mas a disputa é acirrada. Segurança pública e desigualdade econômica são cruciais para o futuro da democracia costarriquenha
A Costa Rica se prepara para um domingo crucial, 1º de 2026, com eleições que definirão a presidência da república, duas vice-presidências e a composição da Assembleia Legislativa. A segurança pública emerge como a principal preocupação dos eleitores, refletindo um sentimento de incerteza que se intensificou nos últimos anos.
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Segundo pesquisas, a segurança é o fator determinante na escolha dos candidatos, indicando um descontentamento generalizado com a situação atual.
Além da segurança, outros desafios preocupam os costarriquenhos: a deterioração da educação pública e a ausência de um diálogo social que permita traçar um rumo claro para o país. A fragmentação política, sem um debate nacional profundo sobre os principais desafios, agrava a situação.
A disputa entre os candidatos é marcada por uma polarização que não reflete uma busca por soluções conjuntas.
Laura Fernández, ex-ministra do Planejamento Nacional e representante do partido governista, lidera as intenções de voto com 43,8%, conforme a pesquisa mais recente do CIEP-UCR. A candidata de direita busca manter a liderança, mas enfrenta um cenário competitivo.
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Os indecisos representam o segundo maior grupo de eleitores, com 25,9% das intenções, indicando uma eleição acirrada.
A economia da Costa Rica, que apresentou uma recuperação em 2024 e no primeiro semestre de 2025, segundo o relatório PEN (Estado da Nação 2025), enfrenta desafios de desigualdade. O crescimento econômico se concentra nas zonas de livre comércio, enquanto a economia tradicional e a geração de empregos formais crescem a um ritmo mais lento, aprofundando a desigualdade social.
A pobreza na Costa Rica caiu para 15,2% em 2025, um avanço significativo em comparação com os 18% de 2024, impulsionado por fatores externos ao crescimento.
A deterioração da saúde, da educação e da segurança pública, juntamente com o aumento da criminalidade, representam um sério desafio para o futuro do país. A falta de diálogo social e a erosão da cultura cívica ameaçam o pacto social que fundamentou a Costa Rica por mais de um século.
A transição demográfica, com o envelhecimento da população e a diminuição da força de trabalho, também representa um desafio adicional.
A baixa participação eleitoral, com uma abstenção próxima a 40% em 2022, é um sinal de alerta para o sistema democrático costarriqueno. A crescente distância entre os cidadãos e as instituições políticas exige uma renovação do pacto social e um compromisso renovado com a participação cívica.
O futuro da Costa Rica depende da capacidade de seus líderes de responder aos desafios e de reconectar a sociedade com os valores que a sustentaram por tanto tempo.
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