Eisenhower Autoriza Nasa Após Choque com Sputnik e Medo Soviético!

Alan Shepard lidera missão espacial após decisão histórica! 🚀 Lyndon B. Johnson cria NASA em resposta ao Sputnik. Descubra o início da corrida espacial!

28/03/2026 6:45

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(Imagem de reprodução da internet).

O Longo Caminho para as Estrelas

A jornada para a Lua, que culminou com o pouso da Apollo 11 em 1969, na verdade, começou 43 anos antes, em Massachusetts. Em 16 de março de 1926, um foguete movido a combustível líquido, o primeiro de sua espécie, foi lançado por Robert Goddard.

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Apesar de seu voo curto de apenas 42 segundos e sua altura limitada de 56 metros, este evento marcou o início de um século de inovação na exploração espacial. Hoje, centenas de foguetes são lançados anualmente, incluindo modelos gigantes movidos a combustível líquido que combinam oxidante líquido com combustível líquido, gerando reações químicas que produzem o empuxo necessário para enviar seres humanos à Lua.

Os Primórdios da Era Espacial

Após o lançamento do foguete de Goddard, o desenvolvimento da indústria de foguetes norte-americana avançou lentamente até a Segunda Guerra Mundial. A invenção do V-2 pela Alemanha nazista demonstrou o imenso valor estratégico e científico dos foguetes, tanto em tempos de guerra quanto de paz.

Durante a guerra, o V-2 aterrorizou a Grã-Bretanha e seus aliados, enquanto cientistas estudavam o lançamento de satélites artificiais, chamados “luas”, para monitorar o clima e melhorar a comunicação intercontinental. O governo dos Estados Unidos não investiu fortemente em foguetes durante a década de 1950, o que mudaria drasticamente com o lançamento do Sputnik pela União Soviética em 1957.

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A Corrida Espacial

O lançamento do Sputnik chocou o mundo e gerou medo nos Estados Unidos, que temiam uma chuva de mísseis nucleares soviéticos. O presidente Dwight D. Eisenhower e seus assessores, no entanto, consideraram que os problemas da Terra eram mais urgentes do que os desafios do espaço.

A pressão política do líder da maioria no Senado, Lyndon B. Johnson, levou Eisenhower a reconsiderar sua posição. No final de 1958, o presidente republicano deu seu consentimento para a criação da Administração Nacional de Aeronáutica e Espaço (Nasa).

A nova agência selecionou os primeiros astronautas dos Estados Unidos, apresentando-os à nação em 1959.

A Missão Apollo 11

A chegada de um novo e jovem chefe do Executivo, John F. Kennedy, reforçou o compromisso dos Estados Unidos com o espaço. Em setembro de 1962, o presidente desafiou a nação a alcançar a Lua antes do final da década. Para Kennedy, a magnitude de tal conquista científica e pública forneceria uma prova irrefutável ao mundo de que o modo de vida norte-americano era superior à vida por trás da Cortina de Ferro.

Em 1963, a missão Apollo 11, que culminou com o pouso dos astronautas na superfície lunar, serviu apenas para fortalecer o compromisso da nação com o nobre objetivo do presidente morto. A missão, que custou cerca de US$ 338 bilhões hoje, empregou centenas de cientistas e engenheiros e contratou milhares de trabalhadores de dezenas de empresas terceirizadas.

O Legado e os Desafios

No entanto, quase no exato momento em que o triunfo supremo da Apollo 11 se desenrolava, o conflito no Vietnã, as tensões sociais e a crescente oposição à Guerra do Vietnã levaram a maioria dos norte-americanos a se afastar do espaço. Richard Nixon, que sucedeu Johnson no Salão Oval, reduziu drasticamente o financiamento da Nasa.

Três das missões lunares restantes foram canceladas de forma abrupta e sem cerimônia. A Nasa teve que abandonar foguetes espetaculares, mas dispendiosos, como o Saturno V, em favor de veículos de lançamento mais baratos e versáteis. A chegada do ônibus espacial, uma nova geração de foguetes que precisavam se tornar quase totalmente reutilizáveis, representou uma mudança fundamental.

O Programa do Ônibus Espacial

A Nasa prometeu que o ônibus espacial seria lançado até 1977 e que, quando estivesse em pleno funcionamento, um deles entraria em órbita a cada duas semanas. Essa visão nunca se concretizou. Quando o 1º ônibus espacial finalmente decolou em 1981, apenas 6 a 8 missões por ano se mostraram viáveis.

O pior de tudo é que o programa acabaria sofrendo duas tragédias devastadoras. Em 1986, o Challenger explodiu 73 segundos após a decolagem. Em 2003, o Columbia –o 1º ônibus espacial a chegar ao espaço– se desintegrou ao reentrar na atmosfera sobre o Texas.

No ano seguinte, o presidente George W. Bush anunciou que a frota restante de ônibus espaciais seria desativada em 2011.

O Futuro da Exploração Espacial

A aura de invencibilidade da Nasa e o fluxo inesgotável de financiamento haviam desaparecido. O Space Shuttle, que serviu como um coda para os dias emocionantes das décadas de 1960 e 1970, foi abandonado. Os presidentes subsequentes falaram em missões a Marte e criaram uma base lunar, mas as antigas plataformas de lançamento da Apollo em Cabo Canaveral foram abandonadas, ou “colocadas em reserva”, como a Nasa chamou.

Milhares de trabalhadores foram demitidos. A liderança no espaço passou para empresas privadas como a SpaceX e a Blue Origin. Chegam as empresas privadas, que já começaram a lançar suas cargas úteis e astronautas para a Estação Espacial Internacional (ISS).

Em 2024, a SpaceX havia realizado lançamentos, enquanto planeja utilizar um sistema de lançamento desenvolvido pela agência. A China, por sua vez, continua anos atrasado em relação ao cronograma. Até o momento, o custo foi pelo menos 3 vezes maior do que o orçado originalmente.

Do outro lado do Pacífico, a China anunciou que colocará uma base lunar, com missões a Marte planejadas para depois disso. Na rival dos Estados Unidos no cenário mundial, o governo, indústria e ciência se uniram para dar um “grande salto para a Humanidade”.

Mas, desde aquele dia de julho de 1969, a liderança espacial passou gradualmente do governo para as mãos do setor privado, com o futuro dos voos espaciais americanos parecendo incerto.

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