Einstein Adota Nova Estratégia para Enfrentar Falta de Profissionais de Saúde

Falta de Profissionais de Saúde: Desafios e Estratégias do Einstein
O setor de saúde enfrenta uma grave escassez de profissionais, um problema que se agravou com a pandemia. Enfermeiros, técnicos, especialistas e docentes são cada vez mais demandados, e a instituição Einstein, uma referência no setor, buscou soluções inovadoras para lidar com essa realidade.
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Nova Abordagem de Contratação e Desenvolvimento
Em 2026, o Einstein mudou seu critério de contratação, promoção e treinamento, priorizando habilidades em vez de cargos. A diretora executiva de Recursos Humanos, Miriam Branco da Cunha, explica que essa mudança responde à concorrência acirrada por talentos no mercado e à necessidade de formar líderes para o futuro.
“Habilidades agora valem mais que cargos”, afirma Miriam Branco da Cunha.
Essa nova abordagem se traduziu em um impacto significativo: em 2025, quase 4 mil colaboradores da instituição mudaram de posição, seja por promoções ou trocas de área. A mudança dos critérios de avaliação otimizou o processo de seleção e movimentação de pessoas, embora não resolva a questão da formação de profissionais qualificados para o mercado.
Investimento em Formação e Desenvolvimento
Para suprir essa lacuna, o Einstein investe em sua própria formação, oferecendo uma ampla gama de programas e cursos. A instituição disponibiliza uma escola técnica com formações em diversas áreas da saúde, oito cursos de graduação, incluindo Medicina e Psicologia, pós – graduação, MBAs e extensão.
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Além disso, oferece uma academia corporativa dedicada ao desenvolvimento contínuo de seus colaboradores.
“Não dependemos só de atrair: nós formamos”, destaca Miriam Branco da Cunha.
A Pandemia como Catalisador de Mudanças
A crise sanitária de 2020 acelerou a implementação de novas práticas no Einstein. A instituição conseguiu contratar 1.088 profissionais em 14 dias, utilizando um processo seletivo 100% digital, e implementou a integração de novos funcionários em um único dia, além de oferecer treinamento à distância para milhares de pessoas.
A pandemia também mudou a forma de liderar, com decisões sendo tomadas com base no conhecimento dos profissionais que atuavam perto dos pacientes. Um comitê com 70 pessoas de diversas áreas passou a ouvir diariamente cada grupo de funcionários, buscando informações precisas sobre a situação.
Bem – Estar como Prioridade
O Einstein reconheceu que o bem – estar das equipes é fundamental para a performance, transformando essa preocupação em um risco de negócio. A instituição implementou o programa Proteção de Quem Cuida, um comitê contra a violência e o assédio ao colaborador, e um estudo que analisa dados, incluindo faltas ao trabalho, para identificar áreas de pressão que afetam a saúde mental dos funcionários.
Em 2025, o programa Proteção de Quem Cuida realizou 22.878 atendimentos e ajudou 11.223 pessoas, oferecendo apoio emocional, social, educacional, financeiro e jurídico a funcionários, dependentes, estagiários e aprendizes.
Cultura Organizacional: Uma Herança e um Desafio
A cultura do Einstein tem raízes na história da instituição, fundada em 1955 pela comunidade judaica de São Paulo com valores como boas ações, saúde, educação e justiça social. A diretora de RH, Miriam Branco da Cunha, ressalta que o desafio é manter essa essência viva com milhares de funcionários e novas unidades chegando.
“Não impomos cultura: integramos”, afirma Miriam Branco da Cunha.
A instituição mede o clima e o engajamento dos funcionários todo ano, desde 2011, por meio de pesquisas aplicadas a funcionários e médicos, e mapeia a cultura de cada nova unidade para entender suas semelhanças e diferenças com a casa matriz.
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