Eigendauer revoluciona indústria mecânica com tecnologia inovadora! Startup, com apoio da Fapesp, desenvolve software que simula acabamento superficial, reduzindo custos e aumentando a durabilidade de peças como pás de aeronaves e molas automotivas. Descubra como a “armadura invisível” da Eigendauer está transformando o mercado!
Na indústria mecânica, um problema silencioso e de grande impacto econômico tem sido negligenciado por anos: a falha frequente nos processos de acabamento superficial de componentes de alto valor agregado. Empresas perdem milhões de reais anualmente devido a esse desafio, que envolve componentes como engrenagens de aeronaves, molas veiculares e eixos de turbinas eólicas.
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Segundo dados da consultoria ITS Inc., os custos com componentes mecânicos representam cerca de 4% do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos. Uma única falha crítica pode gerar gastos de US$ 2 milhões (aproximadamente R$ 10,4 milhões) em reparos, como nos casos de caixas de redução industriais, onde os custos de conserto variam de US$ 10 mil (R$ 52 mil) a US$ 100 mil (R$ 520 mil) em situações catastróficas, conforme dados da Sumitomo Drive.
Para mitigar esses prejuízos, a startup de engenharia Eigendauer, com apoio do Pipe (Programa Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas) da Fapesp, desenvolveu um software que simula processos de acabamento antes que as peças entrem em produção. A empresa está incubada no IncubAero, vinculado ao Departamento de Ciências e Tecnologia Aeroespacial do ITA (Instituto Tecnológico da Aeronáutica).
A plataforma, denominada MIP (Manufacturing Interaction Platform), funciona como um “gêmeo digital” do equipamento de jateamento, permitindo digitalizar o maquinário real e ajustar todas as variáveis no ambiente virtual, eliminando o tradicional e oneroso ciclo de tentativa e erro.
A tecnologia central da Eigendauer é o “shot peening” (ou jateamento de granalha), um processo que envolve o disparo de pequenas esferas metálicas contra a superfície dos componentes para criar uma tensão residual compressiva – uma espécie de “armadura invisível” que protege a peça contra rachaduras e fadiga.
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Essa técnica converte energia mecânica em durabilidade, tornando as peças duas ou três vezes mais resistentes. O procedimento pode aumentar a vida útil de componentes sujeitos à fadiga em até 1.000%, de acordo com dados técnicos do setor. Mais de 70% das pás de turbinas de aeronaves e 90% das molas automotivas globais passam por esse tratamento, segundo a SAE (Society of Automotive Engineers).
O mercado global do segmento de shot peening deve atingir US$ 2,3 milhões (cerca de R$ 12 bilhões) até 2033, com crescimento anual de 7,2%, segundo a Grand View Research. O setor aeroespacial detém 45% dessa demanda, seguido pelo automotivo (25%) e pelo de energia (15%).
Apesar da solidez técnica da tecnologia, a startup enfrenta o conservadorismo industrial, um obstáculo comum em setores tradicionais. “O mercado industrial é conservador e ninguém quer se arriscar”, comenta Mariana dos Santos Souza, CEO e cofundadora da Eigendauer.
Para contornar essa barreira, a empresa adota uma estratégia de validação progressiva, oferecendo serviços de consultoria técnica enquanto aprimora o produto.
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