Alerta sobre o Efeito Sanfona e a Saúde Metabólica Feminina
Um estudo conduzido pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) traz à tona a importância do chamado efeito sanfona para a saúde metabólica feminina. A pesquisa revela que mulheres que repetidamente perdem e ganham peso de forma não planejada apresentam um perfil metabólico menos favorável e menor atividade da gordura marrom, um tipo de gordura que auxilia na queima de energia.
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O estudo ressalta que o problema reside no acúmulo progressivo de gordura corporal ao longo do tempo, e não apenas na oscilação do peso.
Detalhes do Estudo da Unicamp
O trabalho, financiado pela Fapesp e pela Nutrition Research, foi desenvolvido no Laboratório de Investigação em Metabolismo e Diabetes do Gastrocentro-Unicamp, sob a orientação de Ana Carolina Junqueira Vasques, com coorientação de Bruno Geloneze, Laura Ramos Gonçalves Gomes e Isabela Solar.
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A pesquisa envolveu 121 mulheres entre 20 e 41 anos, divididas em dois grupos: aquelas sem histórico de efeito sanfona e as “cicladoras”, que relataram três ou mais episódios de perda de peso intencional seguidos de recuperação não planejada ao longo dos últimos quatro anos.
Como a Gordura Marrom foi Avaliada
Para medir a atividade da gordura marrom, as participantes foram submetidas a um protocolo de exposição controlada ao frio (18°C), considerado um estímulo para ativar o BAT. A temperatura foi mantida para evitar tremores, que seriam um sinal de gasto energético excessivo.
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Uma câmera de termografia infravermelha foi utilizada para captar o aumento de temperatura na região supraclavicular, indicando maior atividade do BAT. Além disso, foram analisados indicadores como percentual de gordura corporal, gordura visceral, glicemia, perfil lipídico e pressão arterial.
Conclusões do Estudo
Os resultados iniciais mostraram que as “cicladoras” apresentavam mais gordura corporal, maior acúmulo de gordura visceral e piores indicadores metabólicos, além de menor atividade da gordura marrom. A pesquisa sugere que o efeito sanfona pode estar indiretamente relacionado à redução do BAT, devido ao acúmulo de gordura corporal ao longo dos ciclos de emagrecimento e reganho.
A equipe enfatiza que o manejo da obesidade deve priorizar a qualidade da composição corporal, a redução sustentável do percentual de gordura e a preservação da massa muscular, com abordagens multiprofissionais e mudanças comportamentais duradouras.
