As movimentações políticas em torno das eleições de 2026 para o governo do Rio de Janeiro já geram grande tensão. O prefeito Eduardo Paes (PSD), em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e o ex-deputado estadual André Ceciliano (PT) trocaram farpas publicamente.
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A situação complexa envolve diversas figuras políticas e a busca por alianças para o pleito.
Disputas e Alianças
Paes reforçou seu apoio a Lula, mencionando a deputada Benedita da Silva (PT) como uma possibilidade para o Senado. Ao mesmo tempo, criticou indiretamente Ceciliano, que é considerado um possível candidato do PT ao governo do Rio. A disputa se intensifica com a figura de Rodrigo Bacellar (União), deputado estadual e ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), que também é apontado como influente na disputa.
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O Papel do Comando Vermelho
A investigação que aponta políticos da Alerj vazando informações para o Comando Vermelho adiciona uma camada de gravidade à situação. Paes alertou Lula e o PT sobre o risco de parecerem proteger candidatos ligados a esse grupo criminoso. A preocupação visa evitar qualquer associação que possa beneficiar o cenário político conservador.
Posicionamentos e Declarações
André Ceciliano rebateu as acusações de Paes, descrevendo-as como nervosismo. Ele enfatizou que tem recebido propostas de diversos partidos e que seu interesse principal é contribuir para a reeleição de Lula no Rio. O diretório estadual do PT no Rio de Janeiro declarou que o partido priorizará a aliança entre Lula e Paes, rejeitando candidaturas individuais que possam prejudicar essa união.
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Restrições e Processos Judiciais
O atual governador Cláudio Castro (PL) não poderá se reeleger devido a seu segundo mandato. Além disso, o Tribunal Superior Eleitoral analisa a possível cassação do seu mandato, um processo que deve ser retomado. Caso ocorra a perda do cargo, uma eleição indireta será realizada, com o governador definido pela Alerj.
Prazos e Transmissão de Cargo
Para disputar as eleições, Paes precisa deixar o cargo até 4 de abril, seis meses antes do pleito. A expectativa é que ele transmita o cargo ao vice-prefeito, Eduardo Cavaliere (PSD), em 20 de março. A situação política no Rio de Janeiro se desenha como complexa e com múltiplos interesses em jogo, com o objetivo de garantir a vitória do PT nas eleições de 2026.
