Eduardo Bolsonaro enfrenta isolamento no PL após disputas com nomes da direita e possíveis sanções nos EUA. Clima dificulta anistia no 8 de janeiro
O deputado federal do PL (SP) tem demonstrado crescente isolamento dentro de seu próprio partido. A situação interna no PL tem gerado preocupações, especialmente em relação às perspectivas para as eleições de 2026, onde o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) é visto por alguns aliados como um obstáculo.
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Nos últimos meses, Eduardo Bolsonaro protagonizou divergências com figuras proeminentes da direita, incluindo o presidente do PL, o presidente do PP (PI) e o governador de São Paulo (Republicanos). Essas disputas internas têm contribuído para o seu isolamento dentro do partido.
Um elemento notório é o apelido dado pelo presidente do PT, que chama o deputado de “camisa 10”, refletindo a percepção de sua importância dentro do cenário político.
Há atribuição da responsabilidade pelo aumento da popularidade do PT a Eduardo Bolsonaro, em decorrência do aumento do custo do transporte público.
Um trocadilho com o slogan de campanha de Donald Trump, “Make America Great Again”, tornou-se “Eduardo Made Lula Great Again” nos corredores do Palácio do Planalto.
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A atuação do deputado também foi indiretamente responsável pela prisão domiciliar do ex-presidente Bolsonaro, determinada pelo ministro Alexandre de Moraes do STF, em decorrência de suspeitas de financiamento da permanência do filho nos Estados Unidos.
Segundo o inquérito, Eduardo Bolsonaro tem atuado nos Estados Unidos, buscando promover sanções contra autoridades brasileiras e dificultar o andamento de processos.
A atuação do deputado também impactou negativamente uma possível anistia aos envolvidos no 8 de janeiro, devido ao clima de esfriamento no andamento do processo.
A avaliação no Congresso é de que uma anistia poderia prejudicar a imagem dos congressistas em ano pré-eleitoral.
Outro fator relevante foi a saída antecipada do ministro Roberto Barroso do STF, possivelmente devido à possibilidade de inclusão nos Estados Unidos na Lei Magnitsky, articulada por Eduardo Bolsonaro.
Com a saída do magistrado, Lula poderá indicar seu terceiro candidato ao Supremo Tribunal Federal somente neste mandato.
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