Edinho Silva denuncia “grave retrocesso” após veto da Dosimetria e acusa Messias

Críticas Severas à Derrubada do Veto da Dosimetria
O presidente nacional do PT, Edinho Silva, manifestou sua forte indignação nesta quinta-feira, 30 de abril de 2026, em resposta ao veto do presidente à proposta de lei da Dosimetria. A decisão, tomada após um voto de 49 a 24 no Senado, liderado por Jorge Messias, representa uma nova derrota para o governo.
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Em declarações contundentes, Silva argumentou que a anulação do veto configura um “grave retrocesso para a democracia” e “perdoa quem planejou assassinatos”.
Impacto e Repercussões Políticas
O dirigente do PT também expressou sua preocupação com a postura do Congresso Nacional, afirmando que o parlamento “vira as costas para a sociedade” e que a medida “fragiliza o ordenamento jurídico”. A votação na Câmara dos Deputados foi de 318 votos contra e 144 a favor da manutenção da proposta, enquanto no Senado o resultado foi de 49 a 24.
O projeto, que visa reduzir as penas para crimes de golpe de Estado e abolição do Estado de Direito, beneficia o ex-presidente e mais de 849 indivíduos condenados pelos atos extremistas de 8 de janeiro de 2023.
Contexto Histórico e Legislação
O projeto de dosimetria foi aprovado pelo Legislativo em dezembro de 2025, após ser assinado pelo então presidente Lula em 8 de janeiro deste ano, em uma cerimônia que marcou os três anos dos ataques às sedes dos Três Poderes. Até o momento, 850 pessoas já foram condenadas pelos atos extremistas de 8 de janeiro de 2023.
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A responsabilidade pela execução das penas recairá sobre o ministro Alexandre de Moraes, responsável pela aplicação da nova regra.
Reação e Defesa da Democracia
Com a derrubada do veto, o projeto passa a ter validade. A nota oficial emitida por Edinho Silva enfatiza a necessidade de defender as instituições, o respeito à lei e a garantia da democracia, rejeitando a banalização de crimes graves e tentativas de relativizar a Constituição.
O PT reafirma sua posição de oposição à medida, buscando assegurar que a justiça seja aplicada de forma justa e que os responsáveis pelos atos golpistas sejam responsabilizados.
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