Economista Lucas Ferraz alerta para riscos de políticas protecionistas de Trump e prevê queda nas exportações dos EUA. Análise no ‘WW Especial’ da CNN.
O economista Lucas Ferraz, ex-secretário de Comércio Exterior e atual coordenador do Centro de Estudos de Negócios Globais da FGV, alertou sobre os efeitos das políticas protecionistas implementadas pelo governo dos Estados Unidos, liderado por Donald Trump.
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A análise foi apresentada no programa ‘WW Especial’, da CNN.
Ferraz ressaltou que as tarifas anunciadas por Trump atingem uma média de 17%, um valor elevado que se assemelha aos níveis observados na década de 1930, período da Grande Depressão. Ele observou que, apesar do percentual nominal, a tarifa efetiva, que considera a receita tarifária sobre os valores importados, se aproxima de 10%, indicando uma redução na arrecadação esperada devido a manobras e exceções.
O economista explicou que o impacto das tarifas na inflação é retardado e atenuado. Uma das razões para esse atraso é a antecipação de importações no primeiro semestre, que gerou um estoque elevado de produtos importados nas empresas americanas, que inicialmente evitaram repassar os preços devido a esse estoque.
Ferraz também destacou que, fundamentalmente, os Estados Unidos são uma economia de serviços, com um PIB de US$ 29 trilhões, o que reduz a importância relativa do comércio em comparação com outras economias.
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Apesar da estrutura da economia americana, Ferraz identificou efeitos negativos no setor industrial, com uma queda nas exportações industriais americanas, um sintoma da perda de competitividade. Ele atribuiu o problema ao aumento dos custos dos insumos importados, devido às tarifas, e à consequente embutição desses custos nas exportações finais, elevando o preço dos produtos americanos no mercado internacional.
O ex-secretário de Comércio Exterior mencionou que, no primeiro mandato de Trump, a guerra comercial teve uma escala menor, com uma queda estimada de 8% nas exportações industriais americanas. Ele previu que, diante da magnitude atual das ações protecionistas, a queda detectada será significativamente maior.
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