O relatório do Livro Bege apontou um leve avanço no ritmo da atividade econômica nos Estados Unidos. A economia apresentou crescimento moderado em oito dos doze distritos avaliados, enquanto três registraram estabilidade e um apresentou leve retração.
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Essa situação representa uma melhoria em relação aos três ciclos anteriores do relatório, onde a maioria das regiões indicava pouca ou nenhuma variação na atividade econômica.
Consumo Familiar
No que tange ao consumo, a maioria dos distritos relatou um crescimento moderado nos gastos das famílias, impulsionado principalmente pelas compras realizadas no período de final de ano. Observou-se uma diferença no comportamento entre os consumidores, com os de maior renda apresentando gastos mais robustos em bens de luxo, viagens, turismo e atividades voltadas para experiências.
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Por outro lado, consumidores com renda mais baixa e média demonstraram maior sensibilidade aos preços, exibindo cautela e relutância em gastar com bens e serviços não essenciais.
Setores da Economia: Resultados Variados
O relatório também apresentou um quadro diversificado para setores específicos. As vendas de automóveis permaneceram estáveis ou apresentaram queda na maioria dos distritos, enquanto a atividade manufatureira apresentou resultados desiguais: cinco distritos registraram crescimento, enquanto seis apontaram para contração.
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A demanda por serviços não financeiros foi considerada estável ou com leve avanço, indicando certa resiliência do setor.
Mercado de Trabalho e Pressão de Preços
No mercado de trabalho, o nível de emprego permaneceu praticamente inalterado. Oito dos doze distritos informaram a ausência de mudanças relevantes nas contratações. Contudo, diversos distritos notaram um aumento no uso de trabalhadores temporários, uma estratégia adotada por empresas para manter a flexibilidade em momentos de incerteza.
As contratações ocorreram principalmente para preencher vagas existentes, sem a criação de novos postos de trabalho. A pressão sobre os preços continuou moderada na maioria dos distritos, com apenas dois registrando aumentos mais intensos. A pressão sobre os custos, relacionada às tarifas, foi relatada em todas as regiões, sendo um fator recorrente nos relatos das empresas.
Fornecedores que inicialmente absorveram os custos repassaram-nos aos clientes, à medida que os estoques diminuíam ou a necessidade de preservar as margens se tornava mais evidente. Apesar disso, em alguns setores, como varejo e alimentação, os fornecedores resistiram a elevar os preços, devido à sensibilidade dos consumidores a reajustes.
