Economia da China cresce 5% em 2025, mas desacelera no fim do ano

Economia da China cresce 5% em 2025, superando expectativas. China registra desaceleração no crescimento trimestral e desafios na demanda interna

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(Imagem de reprodução da internet).

A economia da China registrou um crescimento de 5% em 2025, atingindo a meta estabelecida por Pequim. Esse resultado superou ligeiramente as expectativas dos analistas, que projetavam uma expansão de 4,9%, e manteve o ritmo de crescimento da segunda maior economia global.

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O avanço foi impulsionado principalmente pelas exportações e pela indústria manufatureira, em um ano marcado pela resiliência do setor externo.

No entanto, os dados recentes revelaram uma desaceleração no final do ano. O Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 4,5% na comparação anual no quarto trimestre, um ritmo mais lento do que os 4,8% registrados no trimestre anterior. Essa desaceleração, próxima da projeção do mercado de 4,4%, marca o menor crescimento trimestral em três anos.

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A fraqueza da demanda interna representa um dos principais desafios para a economia chinesa. O consumo e os investimentos apresentaram sinais de enfraquecimento, influenciados por dificuldades no setor imobiliário e por um ambiente de baixa confiança.

Em 2025, o investimento em ativos fixos diminuiu 3,8%, a primeira queda anual desde o início da série histórica em 1996, enquanto o investimento imobiliário sofreu uma queda de 17,2% no mesmo período.

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Indicadores de dezembro confirmam esse cenário desigual, com a produção industrial crescendo 5,2% na comparação anual, impulsionada por um aumento em relação a novembro, mas com vendas no varejo avançando apenas 0,9%, abaixo das expectativas. O banco central da China respondeu a essa situação com cortes direcionados nas taxas de juros e sinalizou a possibilidade de novas reduções nas exigências de reservas bancárias.

Pequim também reafirmou o compromisso com uma política fiscal “proativa” e o objetivo de manter um crescimento em torno de 5% para 2026, além de prometer ampliar a participação do consumo das famílias na economia ao longo dos próximos cinco anos.

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