O ensino superior a distância (EaD) continua a ganhar força no Brasil. A modalidade tem apresentado um aumento constante no número de matrículas ao longo dos anos. Em 2024, o último ano com dados completos disponíveis, foram registrados 5,01 milhões de novos alunos em universidades brasileiras.
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Destes, 66,81% escolheram os cursos oferecidos pela modalidade EaD. Essa participação representou um crescimento significativo em relação a 2014, quando a taxa de graduações a distância era de apenas 23,37% do total de novos alunos.
Um dos desafios enfrentados pelo setor de EaD é a alta taxa de evasão. Em 2024, o índice de desistência nesses cursos atingiu um recorde de 41,6%, um número preocupante em comparação com a taxa de evasão em cursos presenciais, que ficou em 24,8% no mesmo ano.
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Evolução do Ensino Superior
Dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) revelam que, em 2025, as matrículas em cursos superiores a distância ultrapassaram as matrículas presenciais pela primeira vez na história. Essa informação também é apresentada no Mapa do Ensino Superior no Brasil 2026, elaborado pela instituição que representa as instituições de ensino do país.
Concentração de Matrículas
Observa-se que a maior parte das matrículas em cursos EaD está concentrada em faculdades particulares, que expandiram suas vagas nos últimos anos, especialmente a partir de 2000. Enquanto isso, a rede pública de ensino registrou uma estagnação nas matrículas após 2012.
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Taxa de Escolarização Recorde
O Brasil alcançou em 2024 a maior porcentagem de jovens entre 18 e 24 anos matriculados em faculdades: 20,8%. Essa taxa representou um aumento em relação aos 16,6% registrados em 2014, com uma leve queda durante a pandemia que foi posteriormente recuperada.
Os estados com as maiores taxas de escolarização nessa faixa etária são o Distrito Federal (36,7%), seguido pelo Paraná (29,5%) e Santa Catarina (26,0%).
