E-commerce Brasileiro: Perspectivas e Desafios para 2026
Segundo projeções da ABComm, o e-commerce brasileiro deverá alcançar um faturamento superior a R$ 258 bilhões em 2026, superando os R$ 200 bilhões do ano anterior. No entanto, lojistas enfrentarão desafios como inflação, crédito mais caro e maior concorrência, exigindo uma nova lógica competitiva.
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A eficiência se torna crucial, com foco na redução de desperdícios e simplificação de processos.
Eficiência Operacional
A redução de desperdícios e a otimização de processos são essenciais para a sobrevivência no mercado. A busca por produtividade se torna uma prioridade, impulsionada pela necessidade de atender a um cliente mais seletivo e atento ao valor real dos produtos e serviços.
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Tecnologia e Integração
A adoção de inteligência artificial (IA) é importante, mas o principal desafio reside na integração das ferramentas à rotina das empresas. A clareza de objetivos e o alinhamento estratégico são fundamentais para evitar a aceleração de ineficiências.
Fidelidade do Cliente
Em 2026, a fidelidade do cliente se torna um fator determinante. Estratégias de aquisição de clientes, antes focadas em investimentos elevados, revelam suas limitações. A retenção e a recompra passam a ocupar o centro da estratégia, gerando dados mais consistentes sobre o comportamento do consumidor.
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Avanço do D2C
O modelo de venda direta ao consumidor (D2C) ganha relevância, permitindo que as marcas reduzam a dependência de intermediários, ampliem o controle sobre a experiência do cliente e acessem dados proprietários. Essa lógica se reflete na transformação do varejo físico, que se torna mais focada em experiência, serviço e relacionamento.
Omnichannel e Valor Percebido
O conceito de omnichannel deixa de ser um diferencial competitivo e se torna um requisito básico. O cliente busca compreender o problema que o produto resolve e por que ele merece a escolha. Experiência, conveniência, confiança e clareza passam a influenciar diretamente a decisão de compra.
Maturidade e Execução
No Brasil, ainda existe um gap a ser superado, não de tecnologia, mas de maturidade estratégica e execução consistente. A vantagem competitiva não estará em quem adota a IA primeiro, mas em quem consegue integrá-la de forma coerente à estratégia, alinhar pessoas, processos e objetivos, e utilizá-la para tomar decisões melhores.
Em 2026, o varejo se torna menos indulgente e mais revelador. Empresas que combinam eficiência operacional, foco genuíno no cliente, uso qualificado de dados e adoção consciente de tecnologia terão melhores condições de atravessar o período e sair dele mais fortes.
A maturidade deixa de ser um discurso e passa a ser um diferencial competitivo real.
