Drones, fuzis e blindados: megaoperação expõe crime no Rio

A repetição de conflitos como na Ucrânia e Gaza evidencia o fortalecimento do crime organizado no Brasil e a fragilidade do poder público no combate ao narcotrá…

28/10/2025 19:58

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(Imagem de reprodução da internet).

Uma operação de grande escala ocorreu no Rio de Janeiro, nos complexos do Alemão e da Penha, na terça-feira (28). A ação, que resultou em um número significativo de baixas, é considerada a mais letal da história do estado. A operação envolveu uma grande quantidade de policiais e agentes da Polícia Civil, mobilizados de diversas unidades.

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A ação, que se assemelhou a confrontos de guerra, expôs a crescente influência do crime organizado no país e os desafios enfrentados pelo poder público na repressão ao narcotráfico. A situação gerou impactos significativos para os moradores das comunidades carentes da região.

Victor Santos, Secretário da Segurança Pública do Rio, descreveu a situação como “aproximadamente 9 milhões de metros quadrados de desordem”, caracterizada por construções irregulares e dificuldades de patrulhamento. A complexidade da área dificultou as ações policiais.

O Comando Vermelho reagiu à operação, utilizando drones para lançar bombas, transformando a área em um cenário de conflito. Esse comportamento impactou vias importantes da cidade, como a Avenida Brasil e a Linha Amarela, gerando interdições e transtornos.

A operação afetou o funcionamento de pelo menos 87 escolas nos complexos do Alemão e da Penha, sendo que 48 não tiveram oportunidade de iniciar as atividades. O total de alunos impactados foi de 29 mil.

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Um relatório das “Chacinas Policiais”, produzido pelo Grupo de Estudos dos Novos Ilegalismos da Universidade Federal Fluminense (Geni/UFF), revela que, entre 2007 e 2021, foram realizadas 17.929 operações policiais em favelas da Região Metropolitana do Rio, com 593 resultando em chacinas, totalizando 2.374 mortos.

Essa representação de 41% do total de óbitos em operações policiais nesse período evidencia a gravidade da situação.

A megaoperação mobilizou um grande aparato de segurança, incluindo cerca de 2.500 policiais, drones, 31 fuzis, dois helicópteros, 32 blindados terrestres, 12 veículos de demolição e ambulâncias para resgate.

A operação se insere em um contexto de operações policiais letais, como as ocorrências nos Complexos do Alemão e Penha, Jacarezinho e Penha, que deixaram um saldo de mortes significativo ao longo dos anos.

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