Dólar dispara com crise no Oriente Médio e temor em Wall Street!

Dólar dispara com crise no Oriente Médio! Tensão global e ataque do Irã elevam a aversão ao risco e pressionam o mercado. Saiba mais!

19/03/2026 11:23

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(Imagem de reprodução da internet).

O dólar à vista apresentou uma nova alta nesta quinta-feira, 19, refletindo um clima de maior incerteza no mercado financeiro. A valorização da moeda americana em relação ao real, que chegou a subir 0,35% até R$ 5,265 por volta das 11h, está diretamente ligada ao aumento da aversão ao risco global, impulsionado por tensões geopolíticas no Oriente Médio e pelo forte avanço dos preços do petróleo.

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Impacto das Tensões Geopolíticas

A situação no Oriente Médio, com os ataques do Irã a instalações energéticas, intensificou a preocupação com a segurança do fornecimento de energia e, consequentemente, aumentou a aversão ao risco. A incerteza sobre a duração e a intensidade do conflito, que já se aproxima das três semanas sem perspectivas de cessar-fogo, contribui para a volatilidade nos mercados.

Aumento dos Preços do Petróleo

O aumento expressivo dos preços do petróleo, com o Brent subindo 5,08% para US$ 112,82 o barril e o WTI avançando 0,91% para US$ 97,20, também exerce pressão sobre o mercado de câmbio. Os temores de interrupções no fornecimento global de energia, decorrentes dos ataques, elevam a demanda por ativos considerados mais seguros, como o dólar americano.

Análise de Especialista

Marianna Costa, economista da Mirae Asset, destaca que “a sessão começa com forte queda dos principais índices acionários, impactados pela escalada das tensões no Oriente Médio, que elevaram os preços de energia e reduziram o apetite por risco”.

Ela ressalta que os contratos do Brent chegaram a se aproximar de US$ 119 por barril, evidenciando a magnitude da preocupação com o fornecimento de petróleo.

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Expectativas de Juros nos EUA

Além do cenário geopolítico, os investidores estão atentos às decisões do Federal Reserve (Fed), o Banco Central americano. O Fed manteve, pela segunda vez consecutiva, a taxa de juros inalterada, o que diminuiu as chances de cortes de juros nos Estados Unidos em 2026.

A expectativa para cortes de juros, medida pela ferramenta FedWatch do CME Group, caiu para 74,4%.

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