Dólar Cai Ruge: Expectativas e Fatores Impulsionam Real para Alta em 2026

Dólar Encerra a Semana com Queda e Expectativas para o Real
O dólar à vista fechou as negociações de hoje, quinta-feira, 30, com uma queda de 0,99%, situando-se a R$ 4,952. Ao longo do dia, a moeda americana oscilou entre R$ 4,951 e R$ 4,999, refletindo a dinâmica do mercado. Essa desvalorização acentuou as perdas acumuladas, com o dólar apresentando recuos de 0,91% na semana, 4,38% no mês e 9,78% ao longo do ano.
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Comparação Mensal e Cenário Externo
A queda mensal do dólar foi a maior observada desde junho de 2025, atingindo 5,07%. Esse movimento está diretamente ligado a um cenário internacional com maior apetite por risco, aliado à queda nos preços das commodities, especialmente do petróleo.
A instabilidade geopolítica, com impasses nas negociações entre Estados Unidos e Irã e tensões no Estreito de Ormuz, também contribuiu para essa dinâmica.
Os preços das commodities sofreram uma correção após atingirem máximas recentes. O barril do Brent para junho caiu 3,41%, a US$ 114,01, enquanto o WTI recuou 1,69%, a US$ 105,07. Apesar disso, nos contratos mensais, houve um aumento de 9,73% e 3,64%, respectivamente.
Decisão do Copom e Perspectivas para o Real
No cenário doméstico, a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de reduzir a Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,50% ao ano, também influenciou o mercado. Apesar da medida, o Banco Central adotou um tom cauteloso em relação aos próximos passos.
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A combinação de juros elevados e uma economia brasileira resiliente ajudou a sustentar o real.
Cristiane Quartaroli, economista-chefe do Ouribank, destaca que o desempenho da moeda brasileira é impulsionado pelo diferencial de juros ainda atrativo. Segundo ela, o real tem se destacado entre as moedas emergentes nas últimas semanas, e em abril, pela primeira vez em mais de dois anos, o dólar caiu abaixo de R$ 5.
Análise de Especialistas e Fatores de Sustentação
Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, atribui a pressão sobre o dólar a um ambiente global mais favorável ao risco. Ele ressalta que o desempenho positivo das bolsas, a queda do DXY e dos rendimentos das Treasuries favoreceram moedas emergentes como o real.
Shahini aponta que, apesar da volatilidade matinal, influenciada pela rolagem de contratos e pela formação da Ptax de fim de mês, fatores como a alta do Ibovespa, o enfraquecimento global do dólar e o diferencial de juros sustentaram o real ao longo do dia.
O resultado final demonstra um cenário favorável a ativos de maior risco, com o dólar próximo das mínimas recentes.
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