Dólar recua e surpreende! R$ 5,22: Análise e o que esperar do real em 2026. Alexandre Viotto explica a reviravolta e a projeção de queda! Saiba mais.
Na sessão desta sexta-feira, 9, o dólar à vista apresentou uma retração em relação à moeda americana, caindo 0,70%, e sendo negociado a R$ 5,218. Essa queda marca uma reviravolta em comparação com a sessão anterior, que registrou uma leve alta de 0,08%, com o dólar fechando a R$ 5,254.
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O movimento foi influenciado principalmente por fatores externos, como a crescente valorização de moedas de países emergentes.
Segundo Alexandre Viotto, chefe de banking da EQI Investimentos, a alta do dólar na véspera foi predominantemente técnica, sem pressões internas significativas. “Foi um movimento mais puxado por fatores lá fora. Aqui, localmente, não teve nada que justificasse uma pressão maior.
A gente pode considerar até um movimento flat, natural do dia a dia do mercado”, explicou.
Nesta sexta-feira, o cenário se transformou. O apetite por risco no exterior ganhou força, impulsionado por anúncios de investimentos de grandes empresas de tecnologia, especialmente no setor de inteligência artificial. A empresa Amazon, por exemplo, anunciou novos investimentos, o que gerou um impacto positivo no mercado de ações e em ativos de risco.
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Essa mudança no cenário favoreceu moedas emergentes, com o real se beneficiando dessa valorização em relação ao dólar. Além disso, declarações recentes do Federal Reserve, que indicam a possibilidade de novos cortes de juros, também contribuíram para enfraquecer a moeda americana.
A expectativa é de que o ciclo de afrouxamento monetário nos Estados Unidos seja mais rápido do que o inicialmente previsto. Essa perspectiva de juros mais baixos nos EUA tem um impacto direto na desvalorização do dólar em relação a outras moedas.
Viotto acredita que a tendência de enfraquecimento do dólar deve persistir ao longo do ano, sustentada tanto pela política econômica americana quanto pelo cenário global. Apesar de movimentos de curto prazo podem ocorrer, com correções por realização de lucros ou mudanças pontuais no fluxo, o executivo mantém a expectativa de que o dólar se aproxime de R$ 5,00, especialmente antes de abril, quando o cenário eleitoral brasileiro deve ganhar mais peso na formação dos preços.
O principal risco identificado é no campo geopolítico, como um conflito envolvendo o Irã e o Estreito de Ormuz.
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