Dólar cai para novo mínimo e Ibovespa bate recorde em meio a análises econômicas

Dólar cai para novo patamar histórico e Ibovespa atinge recorde. Alinhados ao presidente, senadores comemoram resultados e projetam confiança na economia.

27/01/2026 20:11

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(Imagem de reprodução da internet).

O dólar comercial fechou em R$ 5,206 nesta terça-feira, 27 de janeiro de 2026, registrando uma queda de 1,41%, o menor patamar desde 28 de maio de 2024, quando atingiu R$ 5,153. Paralelamente, o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, encerrou em 181.919,13 pontos, com alta de 1,79%, atingindo um novo recorde nominal.

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Reações Políticos e Econômicas

Em redes sociais, aliados do presidente no Congresso comemoraram os resultados do mercado, classificando o desempenho como “histórico”. O senador do PT-PE, 2º vice-presidente do Senado, afirmou que a alta da Bolsa e a queda do dólar refletem o IPCA-15 abaixo das expectativas, indicando aumento da confiança na economia e a condução da política econômica do governo.

Análise do Mercado

O líder do PT na Câmara dos Deputados (RJ) destacou que os números demonstram um país com emprego em alta, inflação controlada e crescimento econômico. O líder do governo no Congresso (PT-SP) ressaltou que o dólar fechou no menor valor desde maio de 2026, reforçando a percepção de melhora no ambiente econômico.

Dados Inflacionários e Decisões de Banco Central

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o IPCA-15 desacelerou de 0,25% em dezembro para um valor não especificado. O resultado ficou abaixo das estimativas do mercado, que variavam em torno de 0,22%. O Banco Central, na última ata do Copom, mencionou sinais de desaquecimento no mercado de trabalho e vetores inflacionários adversos, especialmente nos serviços.

Projeções Econômicas

Leonardo Costa, economista da , revisou a projeção do IPCA para janeiro de 0,33% para 0,30%. Ele observou que os preços de serviços apresentaram um desempenho melhor que o esperado, com surpresas positivas nos bens industrializados, em especial nos itens de cuidados pessoais, que haviam mostrado maior volatilidade nos anos anteriores.

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Mariana Rodrigues, economista da , afirmou que o IPCA-15 estava em linha com as projeções da empresa, porém com uma composição menos negativa no grupo de serviços. Ela apontou que o núcleo de serviços ainda apresentava pressão e incompatibilidade com a meta estabelecida.

Adicionalmente, ela informou que os bens industriais aceleraram, revertendo a desaceleração observada no final de 2025.

Apesar do resultado, a projeção anual de inflação permanece em 4,1%.

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