Dólar Cai e Impacta no Poder de Compra
Em fevereiro, o mercado já mostra sinais de instabilidade, com a moeda americana recuando. No acumulado do ano, a desvalorização chega a 11,18%. Nos primeiros dois meses de 2026, a divisa já apresenta uma queda de 5%, atingindo a mínima de R$ 5,118. Essa situação, segundo especialistas, pode trazer tanto benefícios quanto desafios para a economia brasileira.
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A queda do dólar, em tese, pode reduzir a inflação, já que o dólar é um componente importante dos preços. Isso significa que os importados ficam mais baratos, aumentando o poder de compra dos consumidores. No entanto, a longo prazo, uma desvalorização persistente do real pode desestimular a produção e a exportação de bens industrializados, que geralmente têm maior valor agregado.
Impacto nos Alimentos
Um dos efeitos mais imediatos da desvalorização do dólar é a redução dos custos de fertilizantes, que são importados. Com os fertilizantes mais baratos, a produção agrícola se torna mais competitiva, o que, por sua vez, impacta o preço dos alimentos na mesa do consumidor. Além disso, máquinas, tecnologia e embalagens importadas também ficam mais acessíveis, contribuindo para a desaceleração da inflação de alimentos e produtos básicos.
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Outro ponto importante é a relação entre combustíveis e fretes. Como o petróleo é cotado em dólar, qualquer desvalorização da moeda para baixo reduz a cotação da commodity, o que, por sua vez, impacta o preço da gasolina nos postos de combustível.
Fatores Externos e o Dólar Globalmente
A desvalorização do dólar não se deve apenas à situação interna do Brasil, mas também a fatores externos, como a instabilidade econômica nos Estados Unidos e decisões políticas que geram incerteza. A saída de capital estrangeiro dos EUA e as incertezas sobre a inflação e a dívida pública também contribuem para a desvalorização da moeda americana.
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Além disso, a escalada de tensões no Oriente Médio, com a pressão da Casa Branca sobre o Irã, adiciona um novo componente de incerteza ao cenário internacional.
Expectativas e Projeções
Apesar da desvalorização do dólar, os especialistas preveem que o diferencial de juros entre o Brasil e os Estados Unidos continuará atrativo, impulsionando o fluxo de capital para o país. A Selic em 15% ao ano, somada às tensões geopolíticas, mantém o cenário complexo e dinâmico.
A expectativa é que, mesmo com uma possível queda da Selic ao longo do ano, o diferencial em relação aos EUA permaneça próximo de 10%, sustentando o fluxo de capital para o Brasil.
