Dólar cai após trégua com Irã? Trump e tensão no Oriente Médio mudam o jogo!

Dólar cai após trégua no Oriente Médio! Veja como a decisão de Donald Trump afeta o câmbio e o que esperar do petróleo.

22/04/2026 18:32

4 min

Dólar cai após trégua com Irã? Trump e tensão no Oriente Médio mudam o jogo!
(Imagem de reprodução da internet).

Dólar em Queda Após Anúncio de Trégua no Oriente Médio

O dólar fechou na quarta-feira (22) em baixa, influenciado novamente pelo noticiário da guerra no Oriente Médio. A queda ocorreu após o presidente dos EUA, Donald Trump, prorrogar indefinidamente o cessar-fogo com o Irã.

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A moeda americana à vista encerrou o dia com uma variação negativa de 0,01%, sendo cotada a R$ 4,9736. Este valor representa o menor fechamento registrado para o ano de 2026, e a divisa acumulou uma queda de 9,39% frente ao real no ano.

Tensão Geopolítica e Movimentação Cambial

Trump divulgou a extensão do cessar-fogo pelas redes sociais, mas permaneceu incerto se o Irã ou Israel, aliado dos EUA no conflito, concordariam com a trégua anunciada. Paralelamente, o Irã apreendeu dois navios porta-contêineres que tentavam deixar o Golfo Pérsico pelo Estreito de Ormuz nesta quarta-feira.

Esta apreensão foi feita após o Irã disparar contra as embarcações e outro navio, marcando as primeiras capturas iranianas desde o início do conflito. Mohammad Baqer Qalibaf, presidente do Parlamento do Irã, afirmou que um cessar-fogo total só seria viável se não fosse ameaçado por bloqueios norte-americanos aos portos iranianos.

Impacto no Petróleo e Mercado Financeiro

Neste cenário ainda instável no Oriente Médio, o petróleo Brent conseguiu superar os US$ 100 por barril. O dólar manteve ganhos frente a uma cesta de moedas fortes. No Brasil, o dólar à vista oscilou bastante, atingindo a máxima de R$ 4,9914 (+0,35%) às 9h16, mas depois caindo para a mínima de R$ 4,9550 (-0,39%) às 11h03.

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Análises de Especialistas sobre o Dólar

Jefferson Rugik, diretor da Correparti Corretora, comentou sobre a volatilidade, dizendo que o acordo entre EUA e Irã gerou movimentos opostos, mas sempre em faixas estreitas. Ele previu que, caso a guerra termine, o dólar tenderia a cair devido ao retorno do fluxo externo e da arbitragem.

Cristiano Oliveira, economista-chefe do Banco Pine, observou que o Brasil se destaca como um destino de investimento em um contexto geopolítico global incerto e fragmentado. Ele reforçou a expectativa de que o real mantenha uma tendência de valorização no curto e médio prazo, embora em ritmo mais moderado.

Movimentações do Petróleo e Ibovespa

Os preços do petróleo subiram mais de US$ 3, impulsionados por uma queda inesperada nos estoques de gasolina e outros combustíveis nos Estados Unidos, além de relatos de ataques a navios no Estreito de Ormuz, sem progresso nas negociações de paz.

Os contratos futuros do petróleo Brent encerraram com alta de US$ 3,43, ou 3,48%, atingindo US$ 101,91 por barril. Os futuros do West Texas Intermediate subiram US$ 3,29, ou 3,67%, para US$ 92,96. Os dados da Administração de Informação sobre Energia mostraram que os estoques de gasolina caíram em 4,6 milhões de barris na semana que terminou em 17 de abril.

Desempenho do Ibovespa e Perspectivas de Risco

O Ibovespa fechou em queda, refletindo ajustes de lucros e uma reavaliação do risco, com as ações bancárias sob pressão. O índice recuou 1,65%, chegando a 192.888,96 pontos, após registrar uma máxima de 196.132,06 pontos no dia.

Thiago Pedroso, da Criteria, apontou que o movimento foi influenciado pelo ajuste dos ADRs brasileiros na véspera, quando a B3 esteve fechada por feriado, mas Wall Street operou normalmente. Apesar da queda, o Ibovespa ainda acumula alta de 19,71% no ano, valorizando 2,90% em abril.

Conclusão: Fatores de Risco e Cautela no Mercado

Sidney Lima, da Ouro Preto Investimentos, sugeriu que a bolsa reflete uma reavaliação estrutural do risco, com o Brasil reagindo a fatores internos, como juros e percepção fiscal, e se desvinculando do cenário externo. Ele alertou que a alta do petróleo, ligada à instabilidade geopolítica, aumenta a pressão inflacionária global, afetando a curva de juros.

Lima ressaltou que o mercado parece migrar de um ambiente focado no corte de juros para um período de maior cautela, devido à inflação mais persistente e a um prêmio de risco elevado, impactando diretamente o crescimento econômico.

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