O dólar americano encerra o ano de 2025 com um desempenho negativo, podendo registrar a pior performance anual desde 2001. Essa situação se consolida com perdas acumuladas no mercado de moedas, refletindo fatores como juros mais baixos e mudanças no comportamento dos investidores em relação a riscos.
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Fatores que Contribuem para a Queda
A desvalorização do dólar é impulsionada por expectativas de que o Federal Reserve (Fed) manterá uma política monetária mais branda em comparação com outros bancos centrais globais. Essa diferença de política diminui o interesse do dólar em relação a moedas como o euro, o dólar australiano e a coroa sueca, que apresentaram valorização nos últimos dias.
Aposta no Contrário no Mercado de Derivativos
No mercado de derivativos, os traders estão apostando na continuidade da desvalorização do dólar, evidenciado por um aumento nos “risk reversals”, que medem o interesse por opções de compra (puts) em relação a opções de venda (calls) para o dólar.
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O euro e o dólar australiano são as principais moedas em que essa aposta está sendo realizada.
Visão Otimista do JPMorgan
Apesar da situação atual, o JPMorgan acredita que o cenário cambial não está totalmente definido. O banco destaca que o temido “Sell America” – um êxodo de capital estrangeiro dos EUA – não se concretizou. Os mercados americanos continuam sendo os mais líquidos e profundos do mundo.
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Ciclos Históricos e Possíveis Reviravoltas
Historicamente, o DXY (Dollar Index) apresentou ciclos de valorização marcantes, atingindo picos acima de 160 em 1985 e superando 120 em 2001. O ponto alto recente foi em setembro de 2022, com 114 pontos, representando um aumento de 14% em relação ao patamar atual. Apesar de um ano fraco, o mercado cambial pode apresentar reviravoltas, especialmente se os dados econômicos dos EUA indicarem uma reavaliação das expectativas sobre o Fed.
