Dólar abaixo de R$ 5,00 após acordo EUA e Irã: o que os investidores não viram?

Dólar Cai Abaixo de R$ 5,00 Após Anúncio de Acordo entre EUA e Irã
O dólar brasileiro fechou em baixa na última segunda-feira, 13, atingindo abaixo dos R$ 5,00 pela primeira vez em dois anos. Essa queda ocorreu após o presidente dos EUA, Donald Trump, declarar que o Irã manifestou interesse em negociar um acordo de paz.
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A moeda americana, que havia superado os R$ 5,04 durante o dia, encerrou o pregão em 0,25% de queda, cotado a R$ 4,9980. Este valor representa o menor fechamento desde 27 de março de 2024, data em que registrou R$ 4,9805. Desde então, o dólar não terminava nenhuma sessão abaixo da marca de R$ 5,00.
Quarta Sessão de Perdas e Cenário Internacional
Este movimento marcou a quarta sessão consecutiva de perdas para a divisa norte-americana no Brasil. No acumulado do ano, a moeda acumulou uma desvalorização de 8,95%. Inicialmente, o dólar havia subido ante o real, seguindo a alta da moeda americana no exterior.
O aumento inicial foi motivado pela falta de um acordo de paz entre EUA e Irã após negociações realizadas no fim de semana em Islamabad. Trump havia prometido bloquear o Estreito de Ormuz, enquanto Teerã ameaçava retaliações nos portos vizinhos do Golfo Pérsico.
A Virada no Mercado
Contudo, o cenário mudou drasticamente no início da tarde de segunda-feira. Trump anunciou que o Irã havia entrado em contato e que as partes gostariam de fechar um acordo. O presidente americano também ressaltou que não aceitaria qualquer pacto que concedesse armas nucleares a Teerã.
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Essa perspectiva de acordo acalmou os investidores, impulsionando os ativos brasileiros e fortalecendo o real frente ao dólar. Após atingir uma máxima de R$ 5,0411 (+0,61%) às 9h04, o dólar à vista caiu para a mínima de R$ 4,9826 (-0,55%) às 14h19, após os comentários de Trump.
Impactos em Commodities e Bolsa de Valores
No mercado internacional, a moeda americana também registrou perdas contra diversas moedas de países emergentes, como o peso chileno e o peso colombiano. A fala de Trump fez com que o dólar caísse também frente ao euro, à libra e ao franco suíço.
Petróleo em Alta Apesar da Tensão
Os preços do petróleo apresentaram alta de cerca de 4%, influenciados pelo mesmo contexto de eventos. Os contratos futuros do Brent subiram 4,4%, fechando em US$ 99,36, e o petróleo WTI dos EUA subiu 2,6%, encerrando em US$ 99,08.
Inicialmente, o Brent subiu mais de US$ 8 por barril e o WTI mais de US$ 9. A ameaça de interrupção do tráfego pelo Estreito de Ormuz, vital para 20% dos fluxos globais de petróleo e gás natural liquefeito, manteve os preços elevados.
Ibovespa Reforça Recordes com Fluxo Estrangeiro
O Ibovespa conseguiu renovar recordes nesta segunda-feira, ultrapassando os 198 mil pontos pela primeira vez. Esse movimento foi sustentado principalmente pelo desempenho das ações de grandes empresas, como Vale e Petrobras, impulsionadas pela alta das commodities no exterior.
O índice de referência brasileiro avançou 0,34%, atingindo 198.000,71 pontos. O volume financeiro no pregão somou R$ 29,7 bilhões antes dos ajustes finais. A melhora na B3 foi apoiada pelo fluxo de recursos estrangeiros, que vê a América Latina, e o Brasil em particular, como um porto seguro.
Perspectivas de Mercado
Apesar da volatilidade externa, a expectativa de um acordo entre as partes envolvidas no Oriente Médio manteve o otimismo nos mercados. Analistas apontam que o fluxo de capital externo continua apoiando a bolsa paulista, com o Ibovespa mantendo a tendência de alta em direção aos 200 mil pontos.
O mercado físico de petróleo para entrega imediata também negociou em níveis recordes, refletindo a complexidade geopolítica e a expectativa de estabilização dos fluxos energéticos globais.
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